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Ansiedade pode afetar cerca de 10% de crianças e adolescentes

Ansiedade é normal, só não pode ser desproporcional à situação - Getty Images
Ansiedade é normal, só não pode ser desproporcional à situação Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

19/01/2018 12h19

A ansiedade, comum e recorrente na vida adulta, atinge aproximadamente 9% de todos os brasileiros, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). O transtorno vem sendo detectado cada vez mais cedo. Uma pesquisa de Fernando Asbahr, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, revela que aproximadamente 10% de todas as crianças e adolescentes têm ou irão ter algum tipo de ansiedade.

“Ter ansiedade é normal. Nossa espécie sente medo e ansiedade frente ao perigo. O problema é quando esse sentimento é desproporcional frente à situação em si”, explicou Asbahr ao jornal da USP.

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O transtorno mais comum de ansiedade no início da infância é o de separação. Ele acontece quando as crianças não conseguem se separar dos pais e costumam ter dificuldades de se adaptar nas escolas. O professor explica que o grau de intensidade do problema é medido pelo quanto ele influencia na rotina do jovem, ou seja, a ansiedade consiste em casos repetitivos nos quais a criança deseja muito fazer algo (seja ficar sozinha ou dormir na casa de um amigo), mas não consegue.

“Mais tarde, a criança pode ter outros tipos de ansiedade ligada ao agrupamento social, por exemplo. De não conseguir tirar uma dúvida com o professor por medo de tirarem sarro dela. Isso tudo pode afetar como ela se aproxima para fazer amizades também”, fala Asbahr.

O principal problema da ansiedade, segundo Asbahr, é que ela é uma doença silenciosa e sem grandes expressões, diferente da hiperatividade, que é facilmente reconhecida. “Muitos pais acham que é uma fase na vida da criança, outros acham que é birra e isso dificulta ainda mais o diagnóstico”, diz o psiquiatra.

Segundo o médico, alguns sinais do transtorno é que a criança começa a ter muitos medos e passa a evitar situações que antes não tinha problema de participar. “Também é importante identificar se algum familiar próximo também tem o transtorno”, indica.

Para o especialista, a maioria dos casos pode ser tratada apenas com terapia cognitiva comportamental, que é extremamente eficaz e também envolve a participação dos pais. Somente em quadros graves é indicado o uso de medicamentos.

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