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MA: São Luís imuniza jovens e já registra 'turismo da vacina'

Profissional da saúde aspira imunizante contra a covid-19 em seringa, no Maranhão - Reprodução/Facebook/Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão
Profissional da saúde aspira imunizante contra a covid-19 em seringa, no Maranhão Imagem: Reprodução/Facebook/Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão

Diego Emir, especial para o Estadão

Do Estadão Conteúdo, em São Luís

14/06/2021 09h10Atualizada em 14/06/2021 09h35

A vacinação contra covid-19 para jovens sem comorbidades com menos de 30 anos já é uma realidade no Maranhão. A prefeitura de São Luís anunciou o cadastro para pessoas a partir de 25 anos para serem vacinadas na próxima semana. Além disso, o governo do Maranhão iniciou na sexta-feira a imunização de pessoas com 29 anos em quatro municípios: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

O secretário municipal de Saúde de São Luís, Joel Júnior, disse que a intenção é aplicar a primeira dose em todos ludovicenses com mais 18 anos até o dia 10 de agosto. O município foi beneficiado com uma remessa extra de imunizantes no dia 24 de maio em decorrência do achado da cepa indiana na capital.

O movimento está criando o chamado "turismo da vacina" no estado. Saulo Aires, de 35 anos, maranhense, mas que mora em São Paulo, disse que viajou até São Luís para se vacinar.

Mônica Sant'Ana, de Vilhena, em Rondônia, fez o mesmo. Com 49 anos, ele recebeu a primeira dose na capital maranhense, mas não sabe se vai conseguir tomar a segunda em sua cidade. "O meu medo agora é não conseguir me vacinar lá, devido ao atraso."

Engenheiros, profissionais da saúde, educação, segurança, comunicação social, indústrias, construção civil, rodoviários, aeroviários e ferroviários já foram imunizados no Maranhão. Outras cidades do estado anunciaram vacinação para o público até mais novo, a partir de 18 anos, como Alcântara e Lago da Pedra.

No DF, ritmo bem mais lento

Em movimento oposto, no Distrito Federal a previsão é de vacinar 70% da população até outubro, o que destoa das expectativas mais céleres de outras regiões. Como o Estadão mostrou anteontem, especialistas apontam o excesso de categorias beneficiadas, ineficiência no sistema de agendamento e problemas de gestão como fatores que fazem a imunização avançar lentamente na capital do País. Já o governo do DF respondeu que a estratégia mais cautelosa garante doses a toda a população.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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