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Seis estados e DF decidem esperar aval da Anvisa para comprar Sputnik V

Decisão foi motivada pelas "complexas" condições impostas pela Anvisa ao autorizar a importação da Sputnik V - Reprodução/Divulgação
Decisão foi motivada pelas "complexas" condições impostas pela Anvisa ao autorizar a importação da Sputnik V Imagem: Reprodução/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

10/06/2021 15h35Atualizada em 10/06/2021 17h08

Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e o Distrito Federal, que compõem o Consórcio Brasil Central, decidiram esperar pelo aval para uso emergencial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de efetivarem a compra de doses da vacina Sputnik V, desenvolvida contra a covid-19 pelo Instituto Gamaleya, na Rússia.

A decisão, segundo o consórcio, foi motivada pelas "complexas" condições operacionais, sanitárias e de logística impostas pela agência reguladora ao autorizar, em caráter excepcional, a importação do imunizante. Os estados e o DF reforçaram não ter desistido da compra, mas avaliaram ser melhor, neste momento, esperar pela autorização e regulamentação para uso emergencial da vacina.

"O Consórcio Brasil Central reafirma seu interesse na compra da vacina, porque entende que o momento exige o maior número possível de imunizantes à disposição dos governos e das populações, mas alinha-se à manifestação das unidades da Federação consorciadas para que se aguarde a autorização da Anvisa para uso emergencial da Sputnik V", disseram em nota.

A Sputnik V ainda não tem aprovação para uso emergencial no Brasil, como é o caso da CoronaVac e da AstraZeneca, mas sua importação pelo Consórcio Nordeste foi autorizada na semana passada pela Anvisa, com algumas condições. Sua aplicação só é permitida em adultos de 18 a 60 anos, sem comorbidades e que ainda não foram vacinados, e deve ser restrita a no máximo 1% da população.

A Anvisa considera que ainda faltam informações sobre qualidade, eficácia e segurança da Sputnik V — motivo pelo qual o pedido inicial foi negado em abril. Mas, por 4 votos a 1, a diretoria colegiada decidiu que o atual momento da pandemia no Brasil justificaria aprovar a importação "com condicionantes".

As principais restrições para a aplicação da Sputnik V são:

  1. importação somente de vacinas das fábricas inspecionadas pela Anvisa na Rússia (Generium e Pharmstandard UfaVita);
  2. obrigação de análise lote a lote que comprove ausência de vírus replicantes e outras características de qualidade;
  3. notificação de eventos adversos graves em até 24 horas.
Ao todo, 17 governadores já adquiriram mais de 66 milhões de doses da vacina, sendo que, caso aprovado o uso emergencial, 37 milhões de doses devem ser entregues ao país ainda neste semestre.

Leia, na íntegra, a nota divulgada pelo Consórcio Brasil Central:

Durante reunião extraordinária do Conselho de Administração do Consórcio Brasil Central, realizada na manhã de hoje (10), os conselheiros do BrC decidiram aguardar a decisão final da Anvisa sobre a aprovação do uso emergencial da vacina Sputnik V para efetivarem a compra do imunizante.

As estritas e complexas condições impostas pela Anvisa na autorização excepcional para importação da Sputnik V ao Consórcio Nordeste — operacionais, sanitárias e de logística — levaram os entes consorciados a manter o interesse na compra do imunizante, desde que haja a autorização e regulamentação pela Anvisa.

Nesse sentido, o Consórcio Brasil Central reafirma seu interesse na compra da vacina, porque entende que o momento exige o maior número possível de imunizantes à disposição dos governos e das populações, mas alinha-se à manifestação das unidades da Federação consorciadas para que se aguarde a autorização da Anvisa para uso emergencial da Sputnik V.

(Com Estadão Conteúdo)

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