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Cuidar da mente para uma vida mais harmônica


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Ioga além das posturas: quais são os dez mandamentos desta filosofia?

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Imagem: iStock

Bárbara Therrie

Colaboração para o VivaBem

21/06/2018 04h05

Quando pensamos em ioga, geralmente focamos mais nas posturas e nos esquecemos que, por trás da prática, existem os códigos de ética e moral. Nesta quinta-feira (21), data em que é comemorado o Dia Internacional do Ioga, selecionamos dez mandamentos da modalidade.

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Os cinco primeiros são os yamas, isto é, as éticas universais, que ensinam o indivíduo a ser ético e a melhorar o seu relacionamento com o mundo exterior. Os cinco últimos são os niyamas ou as regras de comportamento pessoal, que ajudam a refinar a caminhada espiritual.

Fontes: Adriana Ambrósio, instrutora de ioga e meditação da organização Arte de Viver; e Isabela Oyama e Tiago Monteleone, instrutores de ioga da Sri Sri School of Yoga Brasil

  • Não-violência (Ahimsa)

    Significa a ausência de violência na fala, na ação e nos pensamentos. O praticante tem de ser pacífico e não matar, não agredir, não ferir, nem causar dor a nenhum ser vivo. É importante vigiar os pensamentos e discursos. As falas e ações devem ser de amor e cuidado para si e para os outros. Ahimsa é a raiz de todas as outras normas morais.

  • Verdade (Satya)

    Entende-se por verdade, não mentir. É escolher as palavras corretas e desenvolver a habilidade de ser honesto sem prejudicar, nem machucar o seu próximo, mas fazer o melhor para ele. Significa ter uma intenção verdadeira. Estabelecida na sinceridade e na franqueza, suas ações se tornarão frutíferas.

  • Não roubar (Asteya)

    Quer dizer não cobiçar, não invejar e não roubar fisicamente, nem mentalmente. O desejo de ter a beleza ou os dons de alguém também constitui roubo. Devemos eliminar totalmente o impulso de nos apoderar das ideias ou objetos alheios. A prática e o estudo do ioga trazem clareza e consciência das nossas atitudes e pensamentos, tornando-nos indivíduos mais íntegros.

  • Celibato ou moderação dos prazeres (Brahmacharya)

    Implica em não perverter, não degradar, não exacerbar, não exagerar na alimentação, no trabalho, na diversão ou no que quer que seja. Devemos ser coerentes na vida sexual formando relacionamentos que nos façam entender verdades nobres. O celibato não é uma prática, mas algo que pode acontecer. Brahma significa o infinito e Charya, mover-se no infinito. Nesse sentido, um outro aspecto do Brahmacharya é andar com o divino, que remete à consciência da sacralidade de todas as ações e, assim, na moderação nos prazeres e sentidos.

  • Desapego ou não-possessividade (Aparigraha)

    O quinto yama, aparigraha é o desapego dos bens materiais, das relações afetivas e dos sentimentos, como ciúmes, por exemplo. A não-possessividade nos ajuda a não acumular desnecessariamente, nos livrando da ganância e nos tornando generosos. Ser desapegado revela confiança na nossa existência e nas nossas habilidades. Nos tornamos mais livres.

  • Limpeza (Shaucha)

    O primeiro niyama, shaucha significa purificar nosso corpo, mente e atitudes. A pessoa deve manter-se limpa, presar pela higiene e apresentar um aspecto de preservação da sua integridade. A prática do ioga auxilia a acalmar a mente e a eliminar o estresse e o cansaço que a sobrecarregam, livrando-a das tensões.

  • Contentamento (Santosha)

    Se você consegue ser feliz mesmo quando tudo não está da forma como gostaria, isso é santosha. É tomar a decisão de ser feliz em qualquer situação. É simplesmente aceitar e apreciar o momento presente, reconhecendo que a felicidade não está nos eventos externos.

  • Disciplina, esforço (Tapas)

    A autodisciplina associada ao esforço nos ajuda a dominar nosso corpo e mente pelo controle mental. Nos dá foco e resistência para atingir uma meta, independente dos obstáculos que surgirem. Quando temos autodisciplina, a preguiça é substituída pela força de vontade, que nos leva a um conhecimento maior sobre nós mesmos e sobre o ioga.

  • Auto-estudo (Svadhyaya)

    A auto-observação deve ser uma prática constante, pois o progresso na conexão com o próprio ser está baseado em conhecer a si mesmo. Svadhyaya nos faz descobrir o nosso verdadeiro potencial, o nosso lugar no mundo e como viver em harmonia com a Terra e seus habitantes. Nesse processo, ter preconceito dificulta a compreensão de que tudo muda o tempo todo. Não aceitar isso impede a evolução no caminho do ioga.

  • Entrega (Ishvarapranidhana)

    Quando temos fé que existe algo maior do que nós, que o resultado das nossas ações não está nas nossas mãos e que existe um plano divino que está cuidando de tudo, nos entregamos ao poder do universo. Nosso orgulho e comportamentos egocêntricos transformam-se em humildade e devoção. Atingimos a autorealização e cremos que o melhor acontecerá na nossa vida.

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