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Jovem é salva de rotina de estupros após mandar foto de X na mão à irmã

Jovem enviou foto de X desenhado na mão, que ganhou fama com "Campanha do Sinal Vermelho", para denunciar violência - Reprodução/Youtube
Jovem enviou foto de X desenhado na mão, que ganhou fama com "Campanha do Sinal Vermelho", para denunciar violência Imagem: Reprodução/Youtube

De Universa, em São Paulo

07/01/2022 21h14Atualizada em 08/01/2022 14h32

Uma jovem denunciou o padrasto por abusar sexualmente dela com uma mensagem codificada enviada para a irmã pelo WhatsApp. O caso aconteceu no início desta semana na zona rural de Aporé (GO).

Na conversa, a vítima, que hoje tem 21 anos, enviou para a irmã a foto de uma mão com um X vermelho desenhado, símbolo que ganhou projeção na "Campanha do Sinal Vermelho", do Governo Federal, para que mulheres reportem agressões de forma silenciosa e discreta.

"Não conta pra ninguém", pediu a jovem logo em seguida. Apesar do apelo, a irmã da vítima procurou a Polícia Civil de Goiás, inicialmente denunciando um caso de violência doméstica.

Com as apurações, a investigação descobriu a longa história de abusos sexuais. Em uma operação que envolveu as polícias Civil e Militar, que foram até o sítio da família. A vítima detalhou que havia sofrido um novo estupro na noite anterior à mensagem e que a ação era um hábito há anos.

Além disso, o suspeito, 42, chegou até mesmo a engravidar a própria enteada, que teve o bebê. A idade da criança não foi divulgada pela Polícia Civil.

Em nota, a corporação informa que o suspeito "esperava a vítima ficar sozinha para praticar o estupro e depois ameaçava que, caso contasse para alguém, ela nunca mais veria o filho".

Além dessa denúncia, o suspeito também é investigado por abusos contra a filha de sua outra enteada, uma criança de apenas oito anos. A menina foi vítima de estupro entre janeiro e junho de 2021, enquanto passava férias na fazenda em que a avó morava com o homem.

Universa entrou em contato com a Polícia Civil de Goiás pedindo detalhes sobre o depoimento do suspeito e da mãe da vítima mais velha, mas ainda não teve retorno. Caso haja, a matéria será atualizada. Como o nome do investigado foi preservado, ainda não foi possível entrar em contato com seu defensor.

Após os procedimentos legais na delegacia de Itajá, ele foi levado para o presídio.