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'Mimimi': autor de hit de Israel e Rodolffo rebate 'apologia ao estupro'

A dupla sertaneja Israel & Rodolffo (FOTO: Reprodução) - Reprodução / Internet
A dupla sertaneja Israel & Rodolffo (FOTO: Reprodução) Imagem: Reprodução / Internet

Luiza Souto

De Universa

21/11/2021 11h40

"Cê não vai me iludir de graça. Me atiçou, vai ter que dar uma namorada. Cê não tá querendo rolo, então não caça. Me atiçou, vai ter que dar uma namorada". Os versos da nova canção da dupla sertaneja Israel & Rodolffo, "Dar uma namorada", cujo clipe já foi visto mais de 1 milhão de vezes em menos de 6 horas após o lançamento, é apontada por parte do público por fazer apologia ao estupro. A crítica partiu, primeiramente, da psicanalista e influenciadora digital de causas feministas Manuela Xavier, que fez um vídeo em que faz críticas a canção e lembra que a cada 8 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. Ciro Neto, um dos autores da canção, usou as redes sociais para dizer que a reclamação seria "mimimi" .

O ex-BBB Rodolffo também se defendeu dizendo que a letra, de autoria de Ciro com Matheus Cott, Renato Campero e Thales Gui, é unissex, que a mulher também pode cantar para um homem e que há um exagero nos comentários. Ele escreve ainda que é uma música alegre e descontraída, para todos dançarem.

Sertanejo Rodolffo rebate crítica a sua nova música, apontada como 'apologia ao estupro' - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Sertanejo Rodolffo rebate crítica a sua nova música, apontada como 'apologia ao estupro'
Imagem: Reprodução/Instagram

Em suas redes sociais, os sertanejos ainda justificaram a produção. "Quando o povo escolhe não tem o que discutir", diz a legenda.

Para Manuela, a música é "uma apologia clara ao estupro"."Mas Israel e Rodolffo, dois homens brancos, podem cantar que 'me atiçou vai ter que dar uma namorada'", afirma.

Manuela ainda responde ao post de Rodolffo, dizendo que ele está equivocado duplamente e que, por ser mulher, sabe muito bem o que é cultura do estupro.

A escritora Polly Oliveira, que tem 627 mil seguidores, também publicou um longo desabafo em que afirma ter recebido "milhares de nãos" de editoras que liam seus livros e diziam que não podiam publicar porque não fazia sentido, ou recebia sugestões de mudar algo na história para que eles então publicassem.

E diante disso, questionou a gravadora da dupla, a Som Livre, se eles escutam as músicas de seus artistas antes do lançamento, ou sugerem mudanças e visualizam possíveis problemas.

"Somos um país perigoso para mulheres viverem, somos um país que desacredita nas mulheres e que tudo o que for sugestivo irão usar para nos violarem ainda mais. Talvez faltem mulheres instruídas na empresa de vocês para escutarem as músicas e então sinalizarem possíveis problemas. Não, isso não é mimimi, isso não é exagero como bem disse o artista de vocês, isso é uma violência que vocês homens jamais sentirão", Polly desabafa.

A reportagem procurou a Som Livre e aguarda um posicionamento.

Nas redes sociais, outras internautas concordam com a análise da psicanalista.

Outros, porém, não enxergam nenhuma apologia a crime.

Acusação de racismo durante BBB

Enquanto participou da última edição do Big Brother Brasil, Rodolffo foi criticado ao comparar o cabelo do professor João Luiz com a de um homem das cavernas.

Na época, o professor confrontou o cantor o goiano se mostrou surpreso e tentou se defender: "Se todo mundo observou como era a peruca do monstro... acredito eu que era um pouco semelhante". O assunto chegou a ser discutido por Tiago Leifert ao vivo.