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Raquel Pacheco: 'Preconceito é ônus de ter sido garota de programa'

De Universa

30/09/2021 17h00

Grávida oito meses de gêmeas, Raquel Pacheco, que ficou conhecida como Bruna Surfistinha no início dos anos 2000 ao detalhar em um blog sua rotina como garota de programa, foi a convidada do "E Aí, Beleza?", talk show de Universa apresentado pela maquiadora Fabi Gomes.

Raquel falou da gestação das filhas que estão prestes a nascer e comentou sobre o preconceito que sofre até hoje por causa do seu passado.

"O fato de as pessoas falarem de mim, ok, eu seguro. Mas começaram a falar das minhas filhas, falaram que não mereciam uma mãe como eu, disseram que ia abrir uma franquia porque teria mais duas funcionárias. Jogando praga mesmo."

"Quero que elas, quando forem maiores, se ouvirem algum comentário, possam me defender e se defender", diz.

Quando criou o blog, Raquel conta que sua intenção era justamente diminuir o preconceito. "Queria ser voz para outras garotas de programa para compartilhar sobre o dia a dia, mostrar que a vida não é fácil, é uma mulher com dores, amores, conflitos internos e sonhos."


"No começo, estranhei as mudanças da gravidez no corpo. Hoje, me sinto bem"

Ao ser questionada por Fabi sobre momentos em que se sente bonita, Raquel citou a gestação das meninas que espera. "A gravidez traz uma beleza, traz uma luz, outra energia para mulher. Sempre que via mulheres grávidas sentia isso, e senti isso em mim também."

"No quarto ou quinto mês, meu corpo estava totalmente diferente. Acho que é normal passar por essa fase, lidar com o novo corpo. Mas depois disso, passei a olhar para o espelho e me sentir bem. Estou gostando de mim."

"Me sinto mais leve por ter colocado essa dor para fora", diz sobre a abuso do pai aos sete anos

Raquel relembrou também um trauma da sua infância: ter sido abusada pelo pai adotivo quando tinha sete anos. "Cresci com essa lembrança, mas pelo fato de ser pai, uma criança, com a ingenuidade da época, não vê maldade. Que é o que acontece com a maioria das crianças abusadas", afirma.

"Me sinto hoje muito mais leve por ter externado isso, ter colocado essa dor para fora."