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Secretário da Saúde defende que mulheres adiem a gravidez

Lucas Valença

Colaboração para o UOL, em Brasília

16/04/2021 14h42

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, chegou a recomendar, durante a entrevista coletiva promovida pelo Ministério da Saúde, que, se possível, as mulheres adiem a gravidez por conta da pandemia do novo coronavírus. Ele também recomendou que gestantes com doenças prévias se vacinem.

"Caso seja possível, postergar um pouco a gravidez, para um melhor momento, em que você possa ter a sua gravidez de forma mais tranquila", afirmou.
Segundo o secretário, durante a epidemia do zika vírus, transmitido pelo mosquito da Aedes Aegypti, "durante um ou dois anos, se teve uma diminuição das gravidezes no Brasil".

"É óbvio que a gente não pode falar isso para alguém que tem 42 ou 43 anos, mas para uma mulher jovem, que pode escolher um pouco o momento de gravidez, o mais indicado agora é esperar um pouquinho", disse Câmara.

O integrante da pasta contou que como a gravidez acaba favorecendo a formação de coágulos no sangue, a covid-19 acaba sendo muito prejudicial à gestante, já que também favorece a ocorrência de tromboses.

A coletiva, que não contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a destinação de R$ 247 milhões a estados e municípios para o tratamento de gestantes. Os recursos também poderão ser destinados à hospedagem das pacientes.

O repasse, porém, é inferior ao disponibilizado no ano passado, quando a União enviou aos demais entes federados, R$ 259,8 milhões.
Na entrevista, Raphael Câmara também apresentou dados relativos aos casos de gestantes que apresentaram problemas respiratórios graves, em decorrência da covid-19.

Segundo o secretário, o número de mortes registrado nos quatro meses deste ano já superou o somatório de 77 óbitos confirmados em 2020. Em 2019, 80 mulheres morreram em decorrência do problema.

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