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4 dicas para adotar o relacionamento aberto, como fez Fernanda Nobre

A atriz Fernanda Nobre falou para Universa sobre seu casamento aberto: "A verdade é que a monogamia só existe para nós, mulheres, pois os homens sempre a viveram de maneira hipócrita" - Reprodução/UOL
A atriz Fernanda Nobre falou para Universa sobre seu casamento aberto: "A verdade é que a monogamia só existe para nós, mulheres, pois os homens sempre a viveram de maneira hipócrita" Imagem: Reprodução/UOL

De Universa

09/01/2021 12h15

A atriz Fernanda Nobre deu depoimento para Universa contando como construiu um relacionamento aberto com seu marido, o dramaturgo paulista José Roberto Jardim. Para firmar o modelo não monogâmico de relação, diz, precisou rever conceitos da romantização da monogamia, lidar com ciúmes, insegurança e medo no início do processo, e estabelecer regras, sendo a principal a lealdade. "Não cair em mentiras e na hipocrisia usual", indicou.

Ter um relacionamento aberto saudável, afirmam especialistas em sexualidade e terapeutas de casais, requer maturidade emocional, noção de equidade entre o par, e estabelecimento de acordos internos que vão depender das questões de cada casal. Quer conversar com o parceiro sobre o tema, mas não sabe como? Separamos quatro dicas para tornar essa conversa mais produtiva.

Relacionamento aberto: o que devemos saber antes de propor

  • Conversar para entender objetivos em comum

A comunicação aberta sobre as regras do relacionamento aberto é o primeiro passo para quem está pensando em mudar a chavinha do relacionamento monogâmico. Na conversa, é preciso falar de sentimentos, atração sexual, ciúmes, motivações e frustrações que podem acontecer entre o casal.

"Para não cair em outro julgamento moral, é preciso entender o que vocês precisam para ser feliz. E não importa muito o nome da relação e, sim, a forma do amor e da satisfação que vocês têm. Aliás, o relacionamento aberto tem a ver com a luta do amor livre, de respeitar a sexualidade de cada um. Nessa verdade, eu acredito", explicou a psicóloga e terapeuta de casais Márcia Neumann em entrevista para Universa.

  • Se liberte dos tabus

"Quem tem relacionamento aberto é promíscuo", "Isso é autorizar traição" podem ser algumas das frases proferidas por quem ainda conhece pouco da dinâmica dos relacionamentos abertos. Apesar de existir traição em relacionamento aberto, quando uma das partes foge do que foi combinado entre o casal, o significado de traição entre pares monogâmicos não faz muito sentido para os não monogâmicos.

"A relação aberta parte do suposto que um parceiro só não é o que satisfaz. Então, o que estiver acordado entre as partes, é o válido", destacou a terapeuta.

  • Abrir relação para "salvar" casamento não é recomendado

Fernanda Nobre explicou que abrir a relação foi uma escolha feita pelo casal quando eles estavam no "auge da paixão e da cumplicidade". Ler histórias de casais que escolheram a não monogamia pode ajudar a entender quais foram as frustrações e as facilidades colocadas em jogo.

Especialistas recomendam cautela ao colocar o "reacender o romance" na conta do relacionamento aberto. Essa pode ser uma escolha que trará desgaste para o casal, assim como abrir a relação por pressão de uma das partes, ou para "curar ciúmes".

  • Ok, vamos abrir a relação. O que levar em conta?

Há pelo menos oito perguntas que você deve fazer antes de ter uma relação aberta, entre elas, como o casal vai administrar o tempo juntos, quais são as vantagens e os prejuízos dessa decisão, e o que pode acontecer se um dos dois se apaixonar por outra pessoa.

Autoconhecimento também é fundamental. Abaixo, você pode fazer o teste que elaboramos com ajuda do psicólogo Yuri Busin, doutor em Neurociência do Comportamento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, para saber se você se daria bem em um relacionamento aberto.

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