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Médico é preso em flagrante acusado de estuprar paciente em Uberaba (MG)

Exames constataram lesões vaginais na vítima; em BO, médico negou "veementemente os fatos narrados" - Getty Images/iStockphoto
Exames constataram lesões vaginais na vítima; em BO, médico negou "veementemente os fatos narrados" Imagem: Getty Images/iStockphoto

Bruno Torquato

Colaboração para Universa, em Betim (MG)

29/10/2020 15h44

Um médico cardiologista de 48 anos foi preso em flagrante na noite de ontem acusado de estuprar uma paciente durante uma consulta particular. O caso aconteceu no bairro Nossa Senhora da Abadia, em Uberaba (MG) e foi denunciado pela vítima para a Polícia Militar.

No Boletim de Ocorrência, o qual a reportagem de Universa teve acesso, a vítima informa que a consulta teria sido antecipada do período da tarde para o da manhã na clínica, que fica dentro do Edifício São Lucas.

Dentro do consultório, o cardiologista teria penetrado na paciente e feito tentativas de sexo oral. Além disso, ele teria feito massagens nas costas, puxado o cabelo e mordido a região próxima ao pescoço da paciente, dizendo que ela estava tensa.

O médico, segundo o BO, teria ejaculado no chão. Ao final dos atos praticados, ele agendou uma nova consulta em 20 dias, alegando que seria necessário um retorno.

A vítima foi encaminhada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, onde foram constatadas lesões na vagina. A denúncia ocorreu após conversa entre a vítima e uma amiga, que a teria encorajado a formalizar a denúncia.

O suspeito foi preso em sua casa, ainda na condição de flagrante. A Polícia Civil informou que "o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional" e que "a investigação segue sob sigilo".

Em contato com a reportagem, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro disse em nota que a paciente foi à unidade somente para realizar o exame físico para verificar a existência de lesões ginecológicas. Esse atendimento foi feito no Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia da instituição, que alega ser referência para o atendimento de casos semelhantes.

O conteúdo da nota também ressalta que "os fatos relatados no referido Boletim de Ocorrência (BO) não ocorreram nas dependências do Hospital e sim, conforme registrado no próprio BO, em um consultório particular". Além disso, negam que ele seria chefe de cardiologia da unidade, apesar de o médico ter afirmado que seria para o registro do BO.

"Embora o profissional em questão trabalhe como médico no HC-UFTM, não é chefe de Cardiologia no Hospital, não ocupa qualquer tipo de cargo de gestão no HC e na manhã de 28/10/2020 não estava em horário de expediente junto à instituição", diz o texto.

Universa não conseguiu contato com a defesa do suspeito e tentou contato com a clínica médica, mas o número encontrava-se desligado. Já para a Polícia Militar, e que consta no BO, o médico negou "veementemente os fatos narrados".

Ele disse ainda que o atendimento foi rápido, pois seria apenas para um retorno de avaliação de resultados de exames e, além disso, a porta estaria encostada e não trancada, com três secretárias do lado de fora.