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"Meu prazer crescia à medida que as lágrimas dele escorriam". Entenda o CBT

de Universa

03/12/2019 04h00

O BDSM —-sigla para Bondage, Dominação, Submissão e Masoquismo— é uma fantasia sexual muito comum entre os brasileiros.

Dentro desse espectro, existe uma prática chamada de CBT (cock-and-ball torture, ou, em português, tortura de pau e bolas). Essa é a cena relatada pela Beth, promotora de vendas do Rio de Janeiro, no quinto episódio do podcast Sexoterapia (no programa disponibilizado acima, o relato aparece a partir de 19:40). Ela conta:

"A primeira vez que tive um orgasmo fazendo maldade com alguém foi com um ficante fixo com quem me relacionei por cinco anos. Gosto muito de correntes e curto uma técnica chamada tortura de pau e bolas. Enrolei a corrente em volta da genitália dele até ficar roxa. Ele também é podólatra, e o sonho de todo adorador de pés é receber uma masturbação com seu objeto de desejo. Eu nunca tinha feito isso. Mas naquele dia, com o pênis dele todo amarrado e torturado, de modo que apenas uma lambida iria matá-lo de dor, resolvi experimentar. Meu prazer aumentava à medida que as lágrimas dele escorriam. Não sei explicar o que acontece. Essa sensação de poder dá muito tesão, levanta o ego. Esse é o grande barato da dominação."

Ana Canosa, sexóloga e apresentadora do podcast, explica que práticas como essa já foram classificadas como perversão.

"Mas essa palavra é muito pesada, pois acaba em uma dualidade entre o que é normal e o que não é. Tudo o que foge das normal socialmente aceitas poderia ser chamado de perverso", explica. Por conta disso, o termo caiu em desuso e essas práticas específicas passaram a ser chamadas pelos especialistas de parafilia. "Parafilia é o interesse sexual intenso e persistente em atividades sexuais não usuais ou pouco usuais", diz Ana.

Pode isso?

Não há problemas em colocar uma parafilia como o BDSM em prática, desde que se respeite o conceito de SSC, sigla para sã, segura e consensual. "Isso quer dizer que a decisão deve ser tomada de forma consciente, não colocar a vida de nenhum dos participantes em risco e garantir que todas as partes envolvidas concordem com aquilo", explica Mayumi Sato, diretora de marketing do sexlog.com e blogueira de Universa. "Se não é SSC não é BDSM, é outra coisa".

Uma parafilia se transforma em um transtorno quando ela traz sofrimento para quem a pratica ou para o outro. Em outras palavras, se o cara está chorando de dor e não de prazer, não é legal. Também não é bom quando a fantasia limita e aprisiona o indivíduo. "Essas práticas podem virar um problema quando se tornam a única forma de se obter prazer, mesmo contra a vontade daquela pessoa", diz Ana.

Saiba mais sobre essas e outras fantasiais sexuais no podcast Sexoterapia.

Acompanhe o Sexoterapia

Fantasias sexuais são o tema do terceiro episódio do podcast Sexoterapia, um espaço criado por Universa para falar de sexo e relacionamento.

Nesse episódio, as apresentadoras Marina Bessa, editora chefe de Universa, e Ana Canosa, sexóloga, recebem Mayumi Sato, diretora de marketing do Sexlog.

A primeira temporada do podcast Sexoterapia tem oito episódios. O programa estará disponível no UOL, no Youtube de Universa e nas plataformas de podcasts, como Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts.

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