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Modelo trans exibe marcas de retirada de seios em protesto na SPFW

Desfile da grife Cavalera durante a edição N48, do São Paulo Fashion Week (SPFW), em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (16) - Adriana de Maio/Estadão Conteúdo
Desfile da grife Cavalera durante a edição N48, do São Paulo Fashion Week (SPFW), em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (16) Imagem: Adriana de Maio/Estadão Conteúdo

De Universa

17/10/2019 11h46

Recordista em desfiles na SPFW, o modelo Sam Porto, 25, fez um protesto contra a transfobia durante o desfile da Cavalera durante a semana de moda que acontece no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. No peito, Sam trouxe escrita a frase "Respeito trans", com as ciactrizes deixas pela mastectomia.

"Nunca tive uma transição de gênero"

Há dois anos, Sam trabalha como modelo, mas apenas para marcas que ele conhecia pessoalmente. "Não queria entrar em uma agência porque tinha medo de ser confundido com uma pessoa andrógina e ser colocado com o casting de mulheres."

"Sempre fui assim, me vestia com roupas de menino. Meus pais até tentaram que eu usasse roupas femininas, mas à medida que fui crescendo eles começaram a respeitar a forma em que eu me sentia confortável para me vestir", afirmou para Universa antes de participar do desfile.

Desfile da grife Cavalera na semana de moda SPFW N48, realizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo nesta quarta-feira - ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Desfile da grife Cavalera na semana de moda SPFW N48, realizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo nesta quarta-feira
Imagem: ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Porém, após começar a tomar hormônios e a tirar os seios, há um ano e meio, ele deixou a cidade natal, Brasília, para se profissionalizar como modelo. Ao ser convidado para fazer parte da agência Rock MGT, Sam fez uma exigência. "Queria ser apresentado pelo meu booker como homem transgênero. Se não fosse assim, eu não entraria."

Apesar do posicionamento bem resolvido, Sam entende que não é todo mundo que pode se sentir à vontade em carregar a plaquinha de "transgênero" o dia inteiro.

"Falo que sou privilegiado porque meus pais me apoiam, tenho uma boa 'passabilidade'. Por isso respeito quem não quer bater no peito em relação a isso."

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