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Suspeito de matar jovem que trocava pneu chora em audiência e nega crime

Estudante de fisioterapia Mariana Forti Bazza, 19, que foi morta em Bariri  - Arquivo pessoal
Estudante de fisioterapia Mariana Forti Bazza, 19, que foi morta em Bariri Imagem: Arquivo pessoal

Wagner Carvalho

Colaboração para o UOL, em Bauru (SP)

26/09/2019 10h43

Resumo da notícia

  • A estudante de fisioterapia Mariana Forti Bazza, 19 anos, desapareceu em Bariri (SP), na terça-feira. O corpo dela foi encontrado ontem em um canavial
  • Rodrigo Pereira Alves, o Rodriguinho, 33 anos, foi detido. Ele chorou durante a audiência de custódia e negou ter matado a jovem
  • Ele, que estava preso até cerca de um mês atrás, tem passagens por furto, extorsão, tentativa de latrocínio, estupro e outros delitos
  • O suspeito diz que foi agredido por policiais e, por isso, chegou a assumir a autoria do corpo
  • Depois, Alves alegou que apenas acompanhou outra pessoa até o local onde o corpo da jovem foi deixado e que essa pessoa teria cometido o crime
  • A polícia considera a versão fantasiosa e o suspeito está preso preventivamente. O caso está em segredo de Justiça

Rodrigo Alves Pereira, conhecido como Rodriguinho, 33 anos, suspeito de ter matado a estudante de fisioterapia Mariana Forti Bazza, 19 anos, na manhã de terça-feira em Bariri, no interior de São Paulo, participou no final da tarde de ontem de audiência de custódia. Na frente do juiz ele chorou e negou ter cometido o crime. O suspeito manteve uma segunda versão para os fatos já contada pela Polícia Civil, em que aponta uma segunda pessoa como a responsável pela morte da jovem. A polícia considera a versão fantasiosa e a Justiça pediu a prisão preventiva do suspeito.

Rodriguinho afirmou para a juíza que mesmo tendo optado pelo direito de se manter calado e só se pronunciar em juízo foi agredido pelos policiais na carceragem da Polícia Civil e que, por isso, chegou a assumir a autoria do crime, mas depois alegou que apenas acompanhou essa segunda pessoa até o local onde o corpo foi deixado e que essa pessoa teria cometido o crime.

Rodrigo Alves Pereira, o Rodriguinho, suspeito de ter matado a estudante Mariana Bazza - Reprodução - Reprodução
Rodrigo Alves Pereira, o Rodriguinho, suspeito de ter matado a estudante Mariana Bazza
Imagem: Reprodução

A juíza, a pedido do advogado de defesa nomeado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), decretou a partir de agora que as investigações seguirão em segredo de Justiça. Evandro Demétrio, advogado nomeado para a defesa, falou em "preservação" tanto do suspeito quanto da família da vítima que ficaram protegidos da divulgação de detalhes da investigação.

Rodriguinho cumpria pena, mas obteve liberdade condicional há cerca de 30 dias. Na última segunda-feira, um dia antes da morte da jovem Mariana, o suspeito passou pelo Fórum de Bariri e afirmou para o juiz que estava trabalhando e que estava seguindo as regras da medida que lhe havia concedido cumprir a pena em liberdade assistida.

O crime

Mariana e a amiga saíram da academia por volta das 8h de terça-feira. A colega disse à polícia que pegou sua motocicleta e saiu em direção ao trabalho. Já Mariana, segundo câmeras de segurança que estão de posse da Polícia Civil, dirigiu-se até seu veículo e notou que o pneu estava murcho.

Nesse instante, as câmeras flagraram um homem se aproximar dela e oferecer ajuda para a troca do pneu. O rapaz conversou com Mariana e logo em seguida se dirigiu para uma chácara em frente à academia. Ainda de acordo com as imagens do circuito interno de segurança, após conversar com o rapaz, Mariana entrou no carro e o guiou para dentro da chácara. Cerca de uma hora depois, o veículo saiu do local, mas não é possível identificar pela gravação quem está no volante. Uma pessoa saiu pela porta do motorista, voltou após alguns segundos e arrancou com o veículo.

Enquanto o rapaz trocava o pneu do carro, Mariana chegou a fotografá-lo e, numa rápida conversa por uma rede social, enviou a foto para seu namorado, Jéferson Viana, tenente da Marinha e que estava em Santos (SP) naquele momento. Jéferson e Aírton Fernando Bazza, pai de Mariana, acompanharam a prisão de Rodriguinho e precisaram ser contidos pelos policiais para não agredirem o suspeito.

Veja o momento em que carro de Mariana Bazza deixa chácara

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Violência contra a mulher