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Hidratante facial: como escolher o melhor produto para a pele do seu rosto

Paula Roschel

Colaboração para Universa

18/07/2019 04h00

Na temporada fria e também nos dias em que há baixa umidade do ar, a saúde e beleza da pele são afetadas. "Os fatores ambientais influenciam, então é preciso caprichar na hidratação da pele", explica a médica Cristiane Braga Kanashiro, especialista em dermatologia da Clínica Due, de São Paulo.

Mas como escolher o melhor hidratante para cada tipo de pele, especialmente se ela tiver uma característica que exige maior cuidado na hora da escolha; caso das peles oleosas ou sensíveis? Veja respostas para as principais dúvidas que surgem na hora da compra:

Qual tipo e textura escolher?

Para eleger um cosmético que repõe a umidade de forma equilibrada é necessário descobrir primeiro qual é o seu tipo de pele, entre oleosa, normal, acneica, mista ou sensível, e também analisar se existe alguma condição especial, como melasma ou rosácea. Depois disso, chega a hora de analisar a textura:

"Existem diversas texturas de hidratantes faciais, como os mais leves -- gel, sérum e fluido -- e os mais encorpados, como os cremes. E dentro dessas texturas podem ainda haver variações, como toque seco ou oil free", explica a dermatologista Patrícia Calil, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de São Paulo.

O que transporta o ativo hidratante e o mantém em sua pele é chamado de "veículo". Dependendo do tipo, ele pode pesar; então a escolha desse elemento faz toda a diferença entre uma pele bonita e uma sobrecarregada:

"Veículos mais ricos, como cremes e loções, podem piorar a oleosidade de uma pele que já é oleosa, aumentado o risco de lesões de acne", explica Cristiane. "Pessoas com peles oleosas e acneicas devem dar preferência aos hidratantes em gel, gel-creme, sérum ou fluido e sempre procurar os que são oil-free e não comedogênicos (causadores dos cravos)", completa Patrícia.

Devo investir em um óleo facial?

Óleos faciais podem beneficiar peles mais secas e até as mais sensíveis, com propriedades calmantes de origem botânica, sendo considerados hidratantes de barreira: "Ou seja, mantém a água já presente na pele. Por isso, devem ser usados sempre após o banho e sobre a pele úmida", revela Patrícia.

O sérum basta?

Antigamente, sérum era sinônimo de passo intermediário no cuidado da pele; mas hoje, graças a novas e complexas fórmulas cosméticas, ele ganhou status de estrela principal na hidratação da pele daqueles que prezam pela leveza.

"Hoje já temos sérum com a função e o poder de hidratação", afirma o dermatologista Gustavo Limongi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de São Paulo. "Sérum é um veículo, então, existem produtos hidratantes, filtros solares, antioxidantes, clareadores e firmadores em sérum. Assim, se na composição do sérum já tem ativos hidratantes, não é necessário aplicar outro por cima", explica Patrícia.

Água micelar e água termal substituem o hidratante?

Água micelar se transformou num curinga quando o assunto é limpeza da pele, assim como a água termal virou sinônimo de calmante facial. As duas, entretanto, não devem substituir o uso do hidratante, e sim complementá-lo.

Devo comprar um produto com proteção solar?

Alguns hidratantes contêm fator de proteção solar, mas é necessário entender a forma correta de usar: "Uma pessoa que trabalha em escritório e não se expõe ao sol pode usar um hidratante com FPS 15 sem problemas, mas deve reaplicar como se fosse um filtro solar", alerta Patrícia Calil. Se o creme não tiver FPS, lembre-se: o protetor entra como a última etapa da rotina de cuidados com a pele, antes da maquiagem.

A dermatologista ainda sugere a melhor sequência na rotina de cuidados com a pele: "O ideal seria limpeza, tônico, sérum com ativos específicos, hidratante, filtro solar, primer e depois a maquiagem."

Vale a pena comprar no exterior?

Quem adora fazer comprinhas quando viaja precisa ter cautela. Muita gente não se atenta a isso: a composição de produtos para climas mais frios e para peles naturalmente mais secas pode pesar no rosto da brasileira de pele mista e até normal, já que na Europa e Estados Unidos o uso de textura rich cream é muito comum, fórmula que é pesada para nossos padrões tropicais.

Escolhendo o melhor:

  • Pele oleosa ou mista: hidratantes com fórmula mais leve, como sérum ou gel, e com indicação na embalagem contendo "oil-free" e "não comedogênico".
  • Pele normal: gel-creme, óleos de origem vegetal e loções.
  • Pele seca: produtos mais encorpados, em cremes, pomadas e rich cream.
  • Pele sensível: hidratantes com ativos calmantes e livres de substâncias com potencial para desencadear processos inflamatórios, como fragrâncias ou corantes.