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As 7 fases do amor: saiba encará-las e usá-las a favor do relacionamento

Todo casal passa por mudanças que podem fortalecer -- ou acabar com -- a relação - Getty Images/iStockphoto
Todo casal passa por mudanças que podem fortalecer -- ou acabar com -- a relação Imagem: Getty Images/iStockphoto

Heloísa Noronha

Colaboração para Universa

30/06/2019 04h00

Uma relação amorosa necessita de cuidado constante. Do estágio inicial da paixão à aceitação das diferenças, todo casal passa por desafios que, superados, levam à evolução do relacionamento. Conheça as fases mais importantes e entenda o que de bom elas trazem a vocês :

1. Paixão e encantamento

A atividade em ebulição dos hormônios dopamina, estrógeno, ocitocina e testosterona ativa as mesmas áreas cerebrais estimuladas durante o consumo de drogas ilícitas. Nessa fase, o outro é viciante e tudo o que o casal mais quer é ficar o tempo todo juntos. Os níveis altíssimos de energia e desejo tornam o sexo incrível - e, quanto mais fazem, mais querem fazer. Há uma enorme idealização do par e as pessoas fazem de tudo para agradar e mostrar o seu melhor. Nesse período, que pode durar até dois anos, são definidas algumas coisas que se mantêm pelo resto da relação, como o respeito às liberdades individuais.

2. Desilusão

O término da fase da paixão costuma coincidir com a perda da idealização. As pessoas passam a enxergar umas às outras como de fato são e ter uma visão mais realista do relacionamento. O desafio dessa etapa é justamente avaliar se as características das quais um não gosta no outro podem ser ou não toleradas e qual o seu impacto na convivência a dois.

3. Amor

O amor é a consequência natural da vontade de ficar juntos, típica do estado apaixonado somada ao afeto pelo par não mais idealizado. Não se trata mais de uma fase, mas de uma etapa alcançada em que os envolvidos se sentem mais tranquilos e seguros. O desejo de seguir adiante é bem forte e o vínculo e a intimidade de se tornam mais estreitos.

4. Conflitos e aprofundamento

Alguns desentendimentos já estão presentes na rotina do casal e a intimidade acaba revelando defeitos até então não vistos. É o momento de discutir as diferenças e de conversar bastante para alinhar ideias, valores e pensamentos distintos. Dependendo das divergências, mesmo havendo amor, é complicado continuar a relação. Por outro lado, os casais que conseguem ultrapassar esse estágio saem mais fortalecidos da crise e mais dispostos a aprofundar o relacionamento.

5. Decisão de comprometimento

Os casais que conseguem chegar até aqui souberam driblar as diferenças e encontraram pontos em comum para guiar a relação. O comprometimento, nesse caso, nem sempre significa tomar a decisão de casar, morar junto ou ter um filho. Tem mais a ver com um sentimento interno de pertença, de saber que pode contar com a pessoa e do desejo de compartilhar a vida com ela. A segurança permeia a convivência. Algumas pessoas, porém, antes de experimentarem essas sensações costumam viver alguns momentos de crise e indecisão, com um olhar nostálgico sobre as coisas que vai "perder". É uma oportunidade de crescimento individual e de entender que a vida é feita de escolhas e que toda escolha implica uma perda.

6. Rotina

Nessa fase o outro já deixou de ser novidade e a empolgação inicial acabou. Isso tem um lado positivo: se vivêssemos o tempo todo em estado de plenitude, como daríamos conta de trabalhar, estudar, criar filhos, se concentrar em outras coisas? A interação no sexo é boa, pois o casal sabe o jeito de se encaixar, o que funciona, o que excita o outro. A intimidade relaxa. No entanto, também é uma fase perigosa, pois se cada um deixar de prestar atenção no outro e parar de investir na relação, o casal pode distanciar-se afetivamente.

7. Maturidade emocional

É o ponto alto da relação em que o casal considera que nem tudo deve ser feito com o outro. Ambos entendem que é necessário e saudável que cada um tenha seu próprio espaço e que mantenham a individualidade. Comportamentos assim não são vistos como ameaças ao relacionamento, pois cada um tem a certeza do sentimento e respeito que um nutre pelo outro. É a fase da plenitude, apesar de que ninguém está imune às eventuais divergências de opinião, naturais em qualquer relação.

Fontes: Joselene L. Alvim, psicóloga clínica de Presidente Prudente (SP) e especialista em Neuropsicologia pelo setor de Neurologia do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Milene Rosenthal, psicóloga e cofundadora da rede de psicólogos on line Telavita; Rejane Sbrissa, psicóloga clínica de São Paulo (SP), e Triana Portal, psicóloga clínica e terapeuta de casal, de São Paulo (SP).