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Psicologia positiva mudou a vida e a carreira dessas mulheres; veja como

Repassar os momentos agradáveis do dia tem um poder revigorante, segundo estudos da área de psicologia positiva - GETTY IMAGES
Repassar os momentos agradáveis do dia tem um poder revigorante, segundo estudos da área de psicologia positiva Imagem: GETTY IMAGES

Geiza Martins

Colaboração para Universa

19/12/2018 04h00

Enfrentar questões emocionais e problemas cotidianos com uma filosofia que descomplica a vida e enfatiza a busca da felicidade? Essa é a proposta da psicologia positiva, um novo movimento terapêutico que foca nos aspectos positivos da vivência. A princípio, é muito fácil relacionar com autoajuda. Mas, é melhor parar por aí, afinal a psicologia positiva é uma ciência estudada (e comprovada) no embate de doenças da mente, como depressão e ansiedade.

A proposta da psicologia positiva é tirar o foco da dor e ampliar o campo de visão, buscando um estado de bem-estar, autossatisfação e plenitude. Ao contrário da psicologia tradicional e sua análise dos lados obscuros da mente para tratar traumas do passado, essa ciência foca na vida presente. Para isso, concentra-se em levar a mente para um estado de otimismo.

Não à toa, muitas pessoas vêm não só praticando a psicologia positiva, como mudando completamente suas vidas, inclusive profissionalmente. Segundo o psicólogo Martin Seligman, um dos criadores da teoria, as pessoas que trabalham com a psicologia positiva são as que desfrutam do mais alto bem-estar.
"A aplicação no cotidiano melhora nosso sistema imunológico e contribui para nossa saúde. Ela nos torna mais resilientes e mais capazes de enfrentar as adversidades da vida", explica Renata Abreu, especialista em psicologia positiva. Praticante do método, atualmente, ela diminuiu a quantidade de cortisol (considerado o hormônio do estresse) em seu organismo. "Encontro meu bem-estar na minha rotina diária, tenho objetivos pessoais e profissionais alinhados aos meus valores, celebro minhas conquistas. Sou bem mais calma e paciente", comenta.

Uma nova rotina

Ao descobrir essa ciência, Renata trocou seus 18 anos como consultora no mundo corporativo pela promessa de uma carreira profissional que transformaria sua vida pessoal. "Virei pesquisadora e objeto de pesquisa. Comecei por mim, mas depois expandi em casa, com as crianças, e na sequência levei para o meu trabalho", conta.
Hoje, ela presta serviços na área de desenvolvimento humano baseados na psicologia positiva. Para se especializar, fez uma Pós-Graduação e diversos cursos nacionais e internacionais. Por fim, também escreveu o livro "Felicidade Feminina", em que apresenta a psicologia positiva para lidar com condições do universo da mulher.
Renata conta que, de imediato, começou a perceber os efeitos descritos nos estudos científicos. A pesquisa de Seligman e de outros profissionais da área nos EUA analisou pessoas que "deram certo na vida", segundo o senso comum. Eles descobriram que os mais saudáveis e com pensamento positivo tinham um trabalho promissor, contavam com boa saúde e bons relacionamentos, além de uma ampla e vasta gama de amigos. Segundo Seligman, para alcançar esse objetivo é essencial investir em quatro pilares: satisfação, propósito, engajamento e relacionamentos.

"Muitas linhas da psicologia pararam no tempo"

Para Marcia Dolores Resende, especialista em psicologia positiva e sócia-diretora do Instituto de Thalentos, o que mais chamou sua atenção na ciência foi aprender a resolver questões do presente. "Lidar com as questões emocionais e práticas com simplicidade é uma filosofia de vida que aprecio enormemente!"
Graduada em psicologia, ela acredita que muitas linhas da psicologia, principalmente os que "valorizam as ausências", ficaram parados no tempo. "Freud fez uma mudança significativa, porém se estivesse aqui hoje certamente inovaria e tornaria as transformações emocionais mais leves e efetivas!"
Marcia atuava na área de RH quando conheceu a psicologia positiva. "No caminho me deparei com a PNL Programação Neurolingusitica, que tinha sido utilizada em uma empresa Americana com grandes feitos e a partir desse caminho cheguei à psicologia positiva." Hoje, ela trabalha com a Engenharia da Felicidade, método que criou com base na PNL, Neurociência e a Psicologia Positiva e atua em vários segmentos, inclusive como diretora do Instituto Thalentos.
"Você coloca energia produtiva no que é capaz de fazer e consegue compreender e ver as pessoas sem julgar ou criticar, sai da visão de bom e ruim, tudo depende do que cada um objetiva".

"Antes era uma sobrevivente, agora vivo por um propósito"

Estudante de psicologia, Ana Cruz hoje atua na área que gosta: coach com especialização em psicologia positiva. Porém, antes de buscar uma especialização, trabalhou como bancária por sete anos. E foi muito bem-sucedida! "Ganhava prêmios, viagens, remunerações extras, porém, me sentia profundamente infeliz", lembra. A master coach chegou a desenvolver síndrome do pânico e após um grave acidente de carro decidiu mudar.
"Conheci a Psicologia Positiva no primeiro curso de coaching que fiz, me apaixonei pela proposta e segui todos os passos necessários para concluir a formação". Depois disso, as mudanças de comportamento foram grandes: ela terminou relacionamentos que me faziam mal, emagreceu 23 quilos, se tornou master coach e terapeuta, além de iniciar sua segunda graduação, a tão sonhada psicologia.
"Antes eu era uma sobrevivente, atualmente sei o que é viver movida por um propósito, sinto na pele o poder de acordar todas as manhãs para trabalhar com prazer".