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Garotada colorida, feliz e descompromissada fecha SPFW na estréia da 2nd Floor

Tomara-que-caia estampado em tons de azul ganha cinto marcando cintura alta no desfile da 2nd Floor - Alexandre Schneider/UOL
Tomara-que-caia estampado em tons de azul ganha cinto marcando cintura alta no desfile da 2nd Floor
Imagem: Alexandre Schneider/UOL

CAROLINA VASONE<br>Editora de UOL Estilo

19/06/2007 23h21

A estréia da 2nd Floor encerrou a edição Verão 2008 do São Paulo Fashion Week em desfile aguardado pelos fashionistas. Os motivos: a marca escolheu a jovem e talentosa Rita Wainer como diretora criativa, e as peças prometiam ousadia na moda jovem, considerando as roupas de novos e promissores estilistas que a loja, com o mesmo nome (que fica em cima da Ellus da rua Oscar Freire, em São Paulo), vende. A cantora indie americana Diva Dompe, de 20 anos, que não desfilou mas fará a campanha da grife, também atiçou a curiosidade do mundo da moda.



Em um cenário de maçãs gigantes e vermelhas espalhadas ao longo da passarela, o desfile começou com looks em preto: o vestido tomara-que-caia curto com cintura marcada e saia levemente bufante e o vestido em Bruna Tenório solto, com drapeados formando espécies de saquinhos em barra assimétrica e pontuda davam uma pequena prévia do que viria. Os drapeados, de fato, apareceram bastante na coleção feminina, assim como as saias bufantes e, principalmente, os vestidos bufantes.



Com a cintura marcada mais alta por cintos mais largos ou inteiro bufante e com a barra grossa, os vestidinhos surgiram coloridos, lisos, em tons geralmente vibrantes de laranja, amarelo, rosa, verde. A cintura alta também vem nas saias e na única calça para as garotas, num look inteiro preto com pantalona. Para os garotos, calças slim, ajustadas com camisetas longas compuseram a maior parte dos looks.



A inspiração para a coleção, o tríptico "Jardim das Delícias" (que fica no Museu do Prado, em Madri), do pintor holandês Bosch, serviu como base para a cartela de cores, que parece ter subido os tons que ficaram mais fortes, com exceção do rosa, bem similar ao quadro do artista. As maçãs também fazem referência à pintura, mas, no geral, a coleção expressa o contrário do que o artista, extremamente religioso e conservador, quis passar, condenando os excessos ao colocá-los em evidência, tentando provocar, em cenas de orgias e sexo, a condenação à "depravação", recurso muito em voga em meados do século 15 e 16. Muito mais ingênuo e descompromissado, o verão da Ellus 2nd Floor mostra uma garotada alegre, livre de preconceitos, com roupas supercoloridas, querendo é se divertir sem pensar em muito mais.

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