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Público da SPFW vê moda mais democrática, mas pouca diversidade em desfiles

Juliana Simon

Do UOL, em São Paulo

28/04/2016 17h54

Quem passa pelos corredores do prédio da Bienal, onde está acontecendo a 41ª edição da São Paulo Fashion Week, vê de tudo um pouco, já que estilos e perfis plurais transitam por ali. E o UOL falou com cinco frequentadores para saber se eles se sentem representados pela moda e pelas semanas de desfile.

  • Caio Kenji/UOL

    Bruna Balaguer

    "Hoje não me sinto muito representada por aqui. Em primeiro lugar, acredito que a quantidade de blogueiras que frequentam a semana acabam por monetizar a moda, sem se importar com a arte e o estilo de vida que ela representa. Sempre tive problemas com o guarda-roupa, então acredito que criei a minha própria moda com referências pessoais, sem seguir os padrões comerciais que dominam o evento agora", diz a estudante de moda de 22 anos.

  • Caio Kenji/UOL

    Danielle Novaes da Silva

    "É a minha primeira vez no evento, mas sempre acompanhei moda e hoje me sinto mais representada com a quantidade maior de modelos negras e o maior prestígio que elas estão alcançando nos desfiles e nas campanhas", diz a coordenadora de marketing de 33 anos.

  • Caio Kenji/UOL

    Mainá Belli

    "A questão de padrões estéticos está mudando aos poucos. Na moda em geral, as blogueiras estão ajudando a ampliar a gama de modelos e apresentam inspirações para qualquer tipo de pessoa. Nas passarelas a transição ainda é bem mais lenta, mas acredito que chegaremos lá", diz a jornalista e blogueira de 25 anos.

  • Caio Kenji/UOL

    Marli Auriemo

    "Me sinto representada, apesar de as modelos serem mais jovens. Encontro o que eu quero nos desfiles e consigo captar o que vou usar de acordo com o estilo. O evento não é só a apresentação de peças e dita a moda para além dos desfiles e apresentações", diz a lojista de 73 anos.

  • Caio Kenji/UOL

    Tiago Francisco

    "Para mim, o preconceito maior vem justamente de fora do mundo da moda. Gosto de saia, peças fora do comum e é através da moda e desse tipo de evento que eu consigo pegar as referências para me vestir como eu gosto. Fora isso, me inspiro em artistas que quebram padrões, como o cantor Liniker", afirma o maquiador e cabeleireiro de 24 anos.