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Mayumi Sato

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

'Sexo com outra demorou e ela não gostou': casos de ciúme na casa de swing

Ciúmes na casa de swing: casais contam experiências que acabaram mal - Foto de cottonbro no Pexels
Ciúmes na casa de swing: casais contam experiências que acabaram mal Imagem: Foto de cottonbro no Pexels
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Mayumi Sato

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está "não estamos" só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Colunista de Universa

10/04/2022 04h00

Quando casais decidem apimentar a vida sexual, algumas fantasias logo vêm à tona; dentre as mais populares, com certeza estão o ménage e o swing. Mas se em teoria, a primeira parece menos complexa de realizar - já que envolve a inclusão de apenas mais um elemento - na prática encontrar uma pessoa que agrade e se interesse por ambos pode ser mais difícil do que parece. Não é à toa que alguns aplicativos existem especificamente para facilitar essa dinâmica.

Por outro lado, por mais que exija um número maior de pessoas, o swing conta com a facilidade e praticidade das casas de swing. Ao contrário do ménage, para o swing não é preciso encontrar alguém que tope a prática. Você começa encontrando o lugar, e lá tem a chance de ser encontrado.

Mas se ilude quem pensa que por se tratarem de casais liberais praticantes de swing, as relações ali são sempre harmônicas e livres de ciúmes. Infelizmente, nem sempre é assim que a banda toca.

Encomendei uma pesquisa ao Sexlog que foi realizada com 1.235 casais liberais adeptos de práticas menos ortodoxas no sexo. Em primeiro lugar é preciso fazer uma correção aqui, já que - apesar de praticantes de ménage, swing e outras cositas más - apenas 22% considera seu relacionamento liberal, 14% como aberto e 13% swinger. Já 30% dos respondentes classificam o casamento/namoro/relacionamento como "normal, mas diferente", entende?

Desses casais, 58% admitiu que pelo menos uma das partes morre de ciúmes, mas para a maioria deles, 80%, é possível administrar bem essa questão, sem impactar na relação como um todo.

Para quem sofre da dor de cotovelo, algumas regras estabelecidas na relação ajudam a amenizar o desconforto. Para 51% a regra é nunca sair ou flertar com alguém sozinho(a), só com a participação do casal em cena! Para 58% o ideal é não existir envolvimento emocional e só o sexo é permitido. Já 33% prefere não transar com pessoas do seu ciclo social.

Mas, como o que a gente gosta mesmo é da fofoca, alguns casais abriram o coração e contaram situações difíceis vividas por conta dos ciúmes. A boa notícia é que a maior parte delas foi resolvida e fortaleceu ainda mais a relação.

Bora descobrir o que tira o swingeiro do sério:

"Rolou que a parceira que saímos lambeu meu c*, e minha mulher disse que meu c* é só dela! Mas conversamos e resolvemos, hoje não deixo outra lamber a não ser minha mulher!"

"Fomos em uma casa de swing e em um ambiente as pessoas passavam a mão umas nas outras. No glory hole encontramos um casal e eu passei a mão na ppk dela, minha mulher com a mão no pau do marido, mas ela não gostou que eu enfiei o dedo, achou que eu estava me aproveitando, ficou de cara amarrada e tudo, tivemos que ir embora!"

"Ele viu algumas conversas minhas pelo WhatsApp. Ficou muito chateado e quase terminamos. Mas conversamos e ele decidiu relevar e não temos mais segredos. Mas o ciúme ainda existe, principalmente quando não estamos juntos."

"Minha parceira ficou com ciúmes porque eu demorei no sexo com outra pessoa. Fez um barraco, mas resolvemos tudo na hora. Conversamos e ficou tudo resolvido."

"Somos um casal cuckold e em uma experiência no passado, tentamos swing e minha esposa ficou com ciúmes ao me ver com a esposa do casal que saímos. No dia até que deu certo, levou de boa e rolou, mas ao chegar em casa ela revelou e desde então não fizemos mais, até porque eu amo e prefiro cuckold."

"Uma vez estávamos em uma festa do meio liberal, eu fui ao banheiro e me deparei com uma pessoa que eu já queria muito transar. Aí não deu tempo de voltar e avisar ao marido e já fomos direto pro quarto, mas quando percebi já tinha ficado quase uma hora lá e ele me procurando. Foi uma bola fora. Mas depois conversamos e transamos bem gostoso, relembrando a situação e até repetimos com o mesmo cara em um motel outro dia."

Dicas para evitar ciúmes em casas de swing

  • Converse com o parceiro ou parceira! Mesmo que role afinidade com um terceiro, se o seu relacionamento não for cuckold ou ainda estiverem se encontrando no meio liberal, não pule a etapa do diálogo;

  • Tudo tem que ser prazeroso para os dois;

  • Não se apegue aos rótulos.

Mayumi Sato