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Anatel adia em mais dois meses o início do 5G nas capitais; entenda

Antena 5G - Jeremy Bezanger/Unsplash
Antena 5G Imagem: Jeremy Bezanger/Unsplash

Marcella Duarte

Colaboração para Tilt, em São Paulo

02/06/2022 16h50Atualizada em 02/06/2022 19h46

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em reunião do Conselho Diretor na tarde desta quinta-feira (2), decidiu adiar em 60 dias a instalação da rede de internet 5G nas capitais. Problemas com o fornecimento de equipamentos motivaram a extensão do prazo, inicialmente previsto para acabar em 31 de julho.

Agora, as operadoras terão que trabalhar com as seguintes datas:

  • Até 29 de agosto de 2022: implantação da rede de quinta geração.
  • Até 29 de setembro de 2022: o 5G deve estar em pleno funcionamento nas capitais

Por que vai atrasar

O maior entrave para as empresas tem sido a aquisição de equipamentos para realizar a "limpeza" da banda C na faixa de 3,5 GHz (a principal do leilão 5G, arrematada no final do ano passado pelas operadoras Claro, Vivo e TIM) para que o sinal não sofra interferências de antenas parabólicas, que utilizavam a faixa e agora devem migrar para a banda Ku.

A possibilidade de atraso já era prevista no edital, e foi sugerida pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi), que coordena a implantação do 5G no país. Os efeitos da pandemia de covid-19 na China também foram considerados.

"A motivação técnica para adoção de prazo adicional foi a impossibilidade de entrega de equipamentos pela indústria, para a realização da mitigação de interferências nas estações satelitais, no prazo original. A Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF) explicou que o lockdown na China, a escassez de semicondutores, as limitações do transporte aéreo e a demora no desembaraço aduaneiro trouxeram impactos ao projeto", disse a Anatel em nota.

Até o momento, apenas o Distrito Federal e dez capitais do Brasil estão preparadas para receber o 5G:

  • Boa Vista (RR)
  • Campo Grande (MS)
  • Curitiba (PR)
  • Florianópolis (SC)
  • Fortaleza (CE)
  • Porto Alegre (RS)
  • Natal (RN)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • São Paulo (SP)
  • Vitória (ES)

Nas demais cidades, o cronograma não foi afetado. Os prazos são:

  • Cidades com mais de 500 mil habitantes: até julho de 2025
  • Cidades com mais de 200 mil habitantes: até julho de 2026
  • Cidades com mais de 100 mil habitantes: até julho de 2027
  • Cidades com mais de 30 mil habitantes: até julho de 2028

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