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Apple quer pagar US$ 30 mi para encerrar ação por revista de funcionários

Escada de vidro na Apple Store da 5ª Avenida, em Nova York; loja inaugurada em 2006 fica aberta 24 horas, sete dias por semana  - Reuters/Toru Hanai
Escada de vidro na Apple Store da 5ª Avenida, em Nova York; loja inaugurada em 2006 fica aberta 24 horas, sete dias por semana Imagem: Reuters/Toru Hanai

Guilherme Tagiaroli

De Tilt*, em São Paulo

15/11/2021 14h27

A Apple concordou em pagar quase US$ 30 milhões (cerca de R$ 164 milhões) de indenização para encerrar uma ação movida por funcionários de lojas da companhia nos Estados Unidos. Lá, um grupo de empregados processou a Apple por não receber pelo tempo em que seus pertences eram revistados.

Como resultado da ação coletiva, quase 12 mil funcionários e ex-funcionários de Apple Stores da Califórnia devem receber até US$ 1.200 (cerca de R$ 6.500). O acordo proposto pela Apple ainda está sujeito a análise do grupo que entrou com ação conta a empresa.

Entendendo o processo

O processo foi aberto em 2013 por funcionários que trabalham em Apple Stores no estado da Califórnia (EUA). Eles alegavam que tinham de ser submetidos a um processo de revista de 5 a 20 minutos durante o trabalho ou no fim do expediente, e que não eram compensados por isso — o que, segundo a ação, viola as leis de trabalho da Califórnia.

A Apple alegou que o processo de revista faz parte dos seus procedimentos de segurança, e que os funcionários tinham a opção de não levar iPhone ou mochilas para o trabalho, evitando que fossem revistados.

Em um primeiro julgamento em 2015, a Apple teve uma vitória sobre os funcionários. No entanto, recentemente o processo foi para a Suprema Corte do estado. Lá, ficou decidido que durante a revista os trabalhadores estavam "claramente sob o controle da Apple, enquanto aguardavam [a revista] e durante a busca em saídas [dos funcionários]".

A corte ainda argumentou que levar o iPhone ou uma bolsa para o trabalho não é uma conveniência, como sustentado pela Apple.

* Com informações da Bloomberg