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Testei Nespresso que faz café a distância, pena que só serve para empresas

Nespresso Momento 100 - Divulgação
Nespresso Momento 100 Imagem: Divulgação

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

25/08/2021 10h00Atualizada em 25/08/2021 12h04

Tomar um café quentinho pela manhã sempre foi meu combustível para começar o dia de trabalho presencial na redação. Era lei: ligava o computador assim que chegava e logo ia providenciar o meu líquido despertador. Às vezes, um café coado por mim (meu preferido). Em outras, o vendido pelo serviço de comidas e bebidas da empresa ou comprava uma cápsula para usar na máquina de café expresso da firma.

Com o home office, os hábitos mudaram e meu consumo de cafeína aumentou absurdamente. E não só para acordar. Acredito que meu subconsciente queria acessar as memórias daquela sensação gostosa que eu tinha do ritual matutino. E o cafezinho com os amigos do trabalho após almoço? Que saudade.

Nessa adaptação ao mundo 100% virtual — e solitário —, surgiu a oportunidade de um teste de produto que se encaixou tranquilamente na minha rotina: uma máquina de café que usa cápsulas e tem bastante tecnologia, a Nespresso Momento 100. Nela, por exemplo, é possível acionar a preparação da bebida sem precisar tocar nos painéis sensíveis ao toque ou em botões. É só usar a câmera do celular e ela faz todo o trabalho.

Segundo a empresa, a linha foi criada para ser usada em escritórios, hotéis, restaurantes e cafeterias. Em tempo de pandemia de covid-19, esse jeito de ter um café remotamente se torna mais do que interessante. Ainda mais agora que se ensaia uma volta mais ativa de organizações ao modo presencial com o avanço da vacinação e proteção contra o coronavírus.

Visual e tecnologias

Definitivamente, a máquina Momento 100 não é um produto para se ter em casa — pelo menos, não na minha. Ela é linda visualmente, tem um design moderno e sofisticado. Mas é bem grande (30 x 50 x 42 cm), para conseguir dar conta de atender muitas pessoas, e pesada (tem 16 kg). Então, faz sentido o uso por empresas nos cantinhos (não tão pequenos) do café.

Para os testes, eu precisei mantê-la no chão (protegi sua base com um tapete impermeável). Minha cozinha não tem espaço e nem bancadas resistentes para tanto peso. Mantive ela o máximo que deu longe da geladeira e armários, pois ela precisa ficar um espaço mínimo de distância (5cm) para manter a ventilação. Apesar dessa "gambiarra" estrutural, a experiência de produção do café não foi alterada.

E, além da bebida, claro, o que gostei bastante foram as tecnologias:

1. Sistema que reconhece cada tipo de cápsula

Máquina sugere medidas de xícada conforme o tipo de café - Divulgação - Divulgação
Máquina sugere medidas de xícada conforme o tipo de café
Imagem: Divulgação

A máquina tem um leitor inteligente na parte em que você coloca a cápsula (foto acima). Assim que você coloca a cápsula, o painel do equipamento informa em alguns segundos o seu tipo (notas aromáticas e a intensidade do café) e dá sugestões de medidas de xícara de como a bebida pode ficar melhor (com base nos padrões determinados pela Nespresso).

As medidas são:

  • Ristretto: 25 ml
  • Espresso: 40 ml
  • Lungo: 110 ml
  • Americano (um pouco de café e muita água na sequência): 150 ml

Recebi três tipos de cápsula de café para o teste: Ristretto, Decaffeinato e Brasil. O reconhecimento de cada uma foi super rápido. Eu fiquei trocando várias vezes e funcionou muito bem. A empresa diz que a máquina consegue identificar e oferecer informações de 15 cafés diferentes da linha Nespresso Professional.

As cápsulas, que são feitas de alumínio, podem ser recicladas depois do uso. O centro de reciclagem faz a separação mecânica do pó de café e do alumínio.

2. Café a distância

Com dito anteriormente, o sistema de extração do café é capaz de ser ativado a distância. Dá fazer a bebida usando o painel sensível ao toque (que aparece na foto acima) — inclusive, é o padrão. Mas, mudando as configurações de fábrica no próprio equipamento, é possível ativar o processo via QR Code, abreviação para Quick Response Code, ou Código de Resposta Rápida, na tradução literal.

A tecnologia já é bem difundida e é uma evolução do código de barras. Você já deve ter visto um quadradinho com vários traços que aparece no canto da tela de programas de TV, não? Ao apontar a câmera do celular para ele, informações detalhadas sobre determinado produto, serviço ou sistema surgem.

É isso o que acontece com a máquina da Nespresso. Assim que a cápsula é colocada, o sistema faz sua leitura e exibe o QR Code no painel. A câmera do celular entende o que o código diz e abre opções recomendadas para a extração do café. As mesmas explicadas no item 1.

Na sequência, a pessoa deve clicar na tela do celular para escolher a medida desejada. Em segundos, café começa a sair da máquina.

3. Avisa quando a água está no fim

O seu reservatório é removível. Ele tem capacidade para 3 litros. Quando ele está no limite de esvaziamento, a máquina automaticamente informa no seu visor que é preciso reabastecer. Assim que o reservatório volta para o aparelho, o equipamento reconhece que já tem água e a extração do café já pode acontecer.

O sistema também sabe identificar quando uma ou mais peças da máquina não estão encaixadas corretamente. Se o reservatório de água não estiver no lugar certo, o visor dela avisa exatamente que é ele que precisa ser verificado.

4. Controle de temperatura da água do café

A máquina também mantém uma temperatura padrão para fazer o café (que não pode ser tão quente para não afetar o pó). Ela pode ser alterada nas configurações, mas preferi não me arriscar. Mantive a que veio no padrão.

Dá também para alterar as medidas de cada xícara dentro dos ajustes de software do equipamento.

De acordo com a Nespresso, a linha Momento tem ainda configurações inteligentes que ajudam a preservar a água durante a extração do café. Uma característica prática é que na parte de cima existe um compartimento para guardar xícaras limpas.

5. Modo economia de energia

Por ter um sistema inteligente instalado, a Momento 100 detecta se existe alguém por perto utilizando. Se ela não identificar ninguém por um tempo, ela desliga alguns componentes para economizar energia, ficando no seu modo de espera.

Levei alguns sustos com isso ao entrar na cozinha depois de um tempo sem usá-la. Ela é capaz de identificar o movimento. Ou seja, ela sai do modo de espera automaticamente, começa a se aquecer e a soltar a água (para limpar e se preparar para fazer um novo café). O processo faz um certo barulho. Agora, imagine eu entrando no local silencioso e "do nada" esse barulhão todo? Até lembrar que era a máquina levava uns segundos.

Vale a pena?

Para empresas com grande fluxo de funcionários, pode ser vantajoso sim ter a máquina. Segundo informações da assessoria de imprensa, as companhias não pagam pelo equipamento em si. Mas é preciso colocar as contas no papel antes de qualquer decisão.

O que acontece são contratos de comodato. Ou seja, uma espécie de assinatura do serviço/empréstimo da máquina onde a cápsula de café é que deverá ser paga. O limite mínimo de compra envolvendo o uso da linha Nespresso testada é de 400 por mês.

Depois de provar os três tipos de café para esse review em diferentes medidas de xícaras sugeridas pela Moment 100, já estou com saudade dessa rotina de experimentação.

Não trocarei o meu café coado em casa por nada, mas foi interessante descobrir que a cápsula extraída com o tipo americano não é tão ruim quanto eu imaginava, mesmo tendo mais água em sua composição. Ao mesmo tempo, notei que as doses espresso e ristretto são muito fortes para o meu paladar. O lungo foi o meu preferido.