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Twitter anuncia 'suspensão permanente' de Donald Trump na rede social

Do UOL, em São Paulo

08/01/2021 20h32Atualizada em 11/01/2021 10h50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi permanentemente banido do Twitter, anunciou a própria rede social na noite de hoje. A plataforma afirmou que a conta foi derrubada em função de postagens recentes de Trump relacionadas à invasão de seus apoiadores ao Congresso americano na quarta-feira (6).

"Após criteriosa análise dos tweets recentes da conta do presidente Donald Trump e o contexto em torno deles, suspendemos permanentemente seu perfil diante do risco de mais incitações à violência", escreveu o Twitter.

A conta de Trump já havia sido bloqueada por 12 horas após ele utilizar as redes para comentar as manifestações em Washington DC. O presidente americano também foi banido de outras redes sociais, como Facebook e Instagram, por acusar, sem provas, a eleição do país de ter sido fraudada.

"No contexto dos eventos terríveis que ocorreram esta semana, deixamos claro, nesta quarta-feira, que novas violações às regras do Twitter potencialmente resultariam nesta decisão", continuou a plataforma em comunicado.

Presidente é acusado de incitar invasão ao Congresso

Na quarta-feira, Trump tentava convencer a maioria do Congresso a se recusar a certificar parte dos votos conquistados pelo democrata Joe Biden nas eleições de 2020 por meio de postagens no Twitter. O presidente pressionou seu vice, Mike Pence, que presidiu a sessão, a não certificar a vitória rival. Em resposta, Pence declarou não ter poder para invalidar os resultados da urna.

Após Trump discursar a apoiadores afirmando, sem provas, que as eleições foram fraudadas, o Capitólio — prédio onde fica o Congresso americano — foi invadido por um grupo que interrompeu a sessão de certificação de Biden. O vice-presidente e parlamentares que estavam no edifício foram retirados às pressas por seguranças e muitos tiveram de se esconder atrás de móveis. Cinco pessoas morreram.

A plataforma também foi usada pelo presidente para se dirigir a seus apoiadores e divulgar imagens das manifestações. Durante os atos, Trump pediu, no Twitter, que os manifestantes não atacassem a polícia e que retornassem às suas casas. No entanto, em vez de criticá-los, ele disse "entender a dor" dos apoiadores, chamando-os de "especiais".

Trump, seu filho Donald Trump Jr, e seu advogado Rudy Giuliani — ex-prefeito de Nova York — podem ser investigados por incitarem a invasão ao Capitólio. Em entrevista à emissora ABC, na manhã de hoje, o procurador-geral de Washington DC, Karl Racine, afirmou que o trio ajudou a disseminar a ideia de "justiça combativa" nos manifestantes.