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YouTube pede para moderadores assinarem termo sobre estresse pós-traumático

Kon Karampelas/ Unsplash
Imagem: Kon Karampelas/ Unsplash

Do UOL, em São Paulo

27/01/2020 10h31

Moderadores de conteúdo do YouTube estão sendo solicitados, desde o fim do ano passado, a assinar um termo criado pela companhia que aborda questões sobre saúde mental.

A informação foi divulgada pelo site The Verge, que expôs partes do comunicado do YouTube aos funcionários contratados pela Accenture, que presta serviços para a plataforma de vídeos e já afirmou compartilhar informações sobre "conteúdo potencialmente perturbador" com todos os empregados.

A Accenture informou ao veículo que a assinatura do documento é voluntária, porém, dois funcionários revelaram que eles seriam ameaçados de serem demitidos caso rejeitassem preencher o termo.

A iniciativa ocorreu no dia 20 de dezembro, dias depois o site norte-americano publicar investigações sobre doenças em campus do Google. "Reconhecimento" é o título da mensagem.

Leia um trecho do termo:

"Entendo que o conteúdo que eu estarei analisando pode ser perturbador. É possível que a revisão desse tipo de conteúdo possa impactar na minha saúde mental e pode levar ao transtorno de estresse pós-traumático. Aproveitarei ao máximo o programa weCare e procurarei por serviços adicionais de saúde mental caso eu precise. Direi ao meu supervisor ou profissional de RH se eu acredito que o trabalho está afetando negativamente a minha saúde mental".

O item sobre transtorno de estresse pós-traumático é cercado, segundo o The Verge, por uma borda preta grossa para indicar sua importância.

"O bem-estar de nosso pessoal é uma prioridade. Atualizamos regularmente as informações que fornecemos aos funcionários para garantir que eles tenham uma compreensão clara do trabalho que realizam, além do programa de bem-estar líder do setor e dos serviços de suporte abrangentes que fornecemos", disse uma porta-voz da Accenture ao The Verge.

Em setembro do ano passado, um grupo de moderadores do Facebook já havia revelado ao The Guardian problemas similares.

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