Topo

Assistentes pessoais podem ser a resposta para dominar todos os aparelhos

Google Home, alto-fatante inteligente que usa o Google Assistente  - Divulgação
Google Home, alto-fatante inteligente que usa o Google Assistente Imagem: Divulgação

Alessandro Germano

Especial para Tilt

29/09/2019 04h00

Sambódromo, kartódromo, camelódromo? Odromos grego, relacionado a corridas e avenidas, há muito se incorporou ao vocabulário brasileiro nas mais diversas acepções. Veio se tornar um indicador de local delimitado em que a ação acontece, comumente trazendo movimento, ruídos, vida enfim.

Os avanços tecnológicos, bem como um rol de tendências (dificuldades na mobilidade urbana, sensação de insegurança, escassez de tempo, encarecimento do lazer nas cidades), trouxeram mais dessa vida às nossas casas. Antigamente destinadas principalmente ao repouso e aos afazeres domésticos, cada vez mais desempenham o papel de nos entreter, relaxar e refugiar de um mundo exigente.

Conexões à internet em alta velocidade, televisores de última geração com resolução acachapante, sistemas de som envolventes, iluminação em LED personalizável, aquecedores, massageadores —é tentador transformar o lar neste ninho tecnológico, ainda mais se regado a bons pratos e ótimo papo com a família e amigos. Mesmo que haja limitações para adquirir o que há de mais moderno, os aparelhos de duas a três gerações anteriores, muito mais acessíveis, já representam um avanço que seria inimaginável para nossos antepassados.

Por outro lado, o ritmo em que a tecnologia progride pode ser desconcertante para vários de nós. Mal conduzida, a constante busca pelo novo traz a exasperação típica —como, afinal, aprender a dominar, conectar e especialmente desfrutar todos esses aparelhos e possibilidades?

É em busca dessa resposta que proliferam os chamados assistentes pessoais. Em particular, o Google Assistente, anunciado em 2016, reúne intrincados algoritmos de reconhecimento da fala e imagens, interpretação de mensagens, personalização e aprendizado para oferecer às pessoas uma experiência natural, conversacional, cotidiana.

Graças a isso, pedidos como "acender a lâmpada", "listar o que há na agenda hoje" e "mostrar as fotos da última viagem" são plenamente compreendidos e resolvidos em instantes. Não, claro, sem certos desafios —por exemplo, ao conversar com o Assistente as pessoas podem pedir para ativar o alarme de 5.000 maneiras diferentes.

Disponível em 40 idiomas, incluindo o nosso português, e amparado pelos bilhões de fatos e entidades que o Google é capaz de entender ("extensão do Rio Amazonas", "altura do Pelé", "fundação da ONU", "inflação na Nova Zelândia", "sintomas da dengue"), o Google Assistente já está integrado a mais de 30.000 produtos de 3.500 marcas, permitido o controle de tarefas nesses aparelhos com a mesma naturalidade, usando um cardápio de 1 milhão de possíveis ações (da prosaica "acender a lâmpada" às mais novidadeiras "levar o aspirador à base", "iniciar o ciclo de centrifugação", "fazer gelo" ou "colocar aquele filme da Ana e da Vitória na TV").

O Brasil marca uma bela presença nessa história —a língua portuguesa é a segunda mais utilizada no mundo para acessar o Google Assistente em telefones inteligentes, consequência da boa acolhida que a comunicação conversacional tem entre nós.

Fazendo a ponte entre um vasto mundo de algoritmos sofisticados e a demanda humana por interfaces simples e naturais, o Google Assistente é portanto uma dessas ferramentas cujo potencial é trazer ainda mais vida ao lar. Ao mesmo tempo em que acreditamos numa vida fora do lar também rica e ativa, nosso ninho é cada vez mais um ambiente com movimento e deleite, uma arena onde desfilam todas as casas possíveis, tal qual, com o perdão do hibridismo, um contemporâneo domódromo.

* Alessandro Germano é diretor de Desenvolvimento de Negócios para América Latina do Google

Papo cabeça