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Espaço é o limite: Musk inicia plano de dar internet veloz ao mundo inteiro

6.fev.2018 - Elon Musk no Cabo Canaveral, na Flórida  - REUTERS/Joe Skipper
6.fev.2018 - Elon Musk no Cabo Canaveral, na Flórida Imagem: REUTERS/Joe Skipper

Janaína Garcia

Colaboração para o UOL

15/05/2019 16h26

Elon Musk não para. Desta vez, na cauda de sua empresa de foguetes, a SpaceX, o multimilionário fundador da Tesla e de um conglomerado tecnológico espera lançar na noite desta quarta-feira (15) o primeiro de 12 mil satélites Starlink que prometem cobrir a Terra com internet de alta velocidade.

A ação, revolucionária, deve acontecer entre as 22h30 e a meia-noite de hoje (entre 23h30 e 1h de quinta no Brasil), desde que sob boas condições meteorológicas, com o lançamento de um foguete Falcon 9 da base de Cabo Canaveral, na Flórida. Na ponta do foguete serão colocados 60 satélites projetados para testar um backbone (esquema de ligações centrais de um sistema de redes mais amplo) flutuante de internet batizado de Starlink.

O lançamento joga luz nas ações futuras de Musk em relação ao mundo digital: o Starlink tem previsão de ficar pronto só em 2027, com um total aproximado de 12 mil satélites - nada menos que seis vezes o total de espaçonaves operacionais que orbitam a Terra. A meta é ambiciosa: garantir internet de alta velocidade, baixa latência e economicamente acessível ao redor do planeta, inclusive a áreas rurais ou remotas.

Os custos também são espaciais: US$ 10 bilhões ou mais, de acordo com o presidente e diretor de operações da SpaceX, Gwynne Shotwell, embora documentos vazados sugiram que que esse montante possa superar os US$ 30 bilhões/ano.

No último sábado (12), Musk tuitou: "Muito provavelmente vai dar errado na primeira missão", admitiu, sem fornecer muitos detalhes sobre a operação envolvendo a Starlink.

Projeto pode afetar a vida de todo o mundo

Segundo o site "Business Insider", porém, especialistas estão animados. "Esta é a nova rede mais empolgante que já vimos em muito tempo", declarou Mark Handley, pesquisador de redes de computadores da University College, em Londres. Handley estudou e modelou a Starlink e definiu que o projeto pode afetar a vida de "potencialmente todo mundo".

O site "Engadget" detalhou um pouco mais como será a operação com o Falcon 9 e seus 60 satélites apertadinhos rumo à operação espacial. Cada um dos painéis planos envolvidos possui várias antenas de alto rendimento e um único painel solar. Cada satélite pesa em torno de 227 kg - muito pouco, para algo do tipo.

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Embora pequenos, os satélites estão recheados de recursos operacionais, tais como propulsores alimentados por criptônio que auxiliarão, entre outras funções, a ajustar a posição em órbita e a manter a altitude pretendida. Além disso, cada satélite é dotado de um sistema de navegação Startracker, que permitirá que a SpaceX os aponte com precisão.

Como a quantidade de lixo espacial em órbita é considerável, mesmo na órbita inferior dos satélites, sempre há o risco de colisão. Pensando nisso, os satélites serão capazes de rastrear esses detritos e poderão evitá-los de forma autônoma. Alinhado a padrões de segurança bastante atuais, 95% de todos os componentes do projeto queimarão na atmosfera terrestre ao fim do ciclo de vida de cada satélite - ainda que a SpaceX planeje abranger 100% no futuro.

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