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OPINIÃO

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Death Stranding homenageia Metal Gear, mas não justifica Director's Cut

Bruno Izidro

Do START, em São Paulo

23/09/2021 09h00

Quase dois anos depois de Death Stranding ser lançado para PS4, a mais recente obra de Hideo Kojima ganha uma nova versão, agora exclusiva para PS5, em 24 de setembro.

A Director's Cut (nome que o criador mesmo não gosta) traz o jogo a 60 quadros, 4K nativo e adiciona elementos pontuais que melhoram a experiência, como novos equipamentos, incluindo um robô ajudante para o protagonista Sam. Ou seja, nada muito alarmante.

Entre as novidades, porém, o destaque vai para um conjunto de missões em uma nova área, e que faz homenagem a Metal Gear Solid, série pela qual Kojima ficou conhecido no mundo dos games.

Jogo Death Stranding - Reprodução/START - Reprodução/START
Nova área adicionada em Death Stranding Director's Cut
Imagem: Reprodução/START

O lugar inédito fica no primeiro mapa do game, acima do abrigo do Fã da Ludens (vivido pelo apresentador e amigo de Kojima, Geoff Keighley).

Na versão original, a região é somente uma montanha comum. Já na Director's Cut aparece uma silhueta de uma construção em ruínas.

Veja nas imagens abaixo.

Death Stranding (PS4) vs Director's Cut (PS5)

O lugar é uma fábrica destruída, cheia dos MULAs, os principais inimigos humanos do game, e lá acontece as três missões de história adicionadas na Director's Cut, em que Sam precisa se infiltrar e investigar o local.

Em uma dessas missões é que Death Stranding se transforma, por alguns instantes, em Metal Gear Solid (veja no gameplay no topo da matéria).

A fotografia e a trilha sonora dão a ambientação, enquanto o foco na saída de ventilação e a caixa de papelão é a piscadela que Kojima e o time de desenvolvimento dão aos jogadores, um verdadeiro fan service.

Death Stranding Director's Cut - Reprodução/START - Reprodução/START
Imagem: Reprodução/START

O problema é que para por aí. As missões extras acabam sendo um bom exemplo em como os novos conteúdos não conseguem justificar a Director's Cut, especialmente para quem já terminou o original no PS4.

Uma prova disso é a narrativa rasa que as novas missões possuem.

A história contada ali explora um pouco mais uma das personagens secundários do jogo, mas tem cara e gosto de um episódio filler de anime, algo que nem mereceu chamarem o ator Norman Reedus para dublar Sam novamente.

O protagonista fica em silêncio, sem novas falas, e não valeria mesmo o investimento, com o pouco que entrega.

Death Stranding Director's Cut - Reprodução/START - Reprodução/START
A Director's Cut também adiciona um robô ajudante para Sam
Imagem: Reprodução/START

Agora, não me entendam mal, as adições do Director's Cut em si são legais: o estande de tiro e a pista de corrida são uma boa distração por causa dos placares online para competir com os amigos - um conceito que conversa com o tema de conexão de pessoas do jogo.

Porém, a sensação é que os elementos a mais poderiam ser muito bem um belo pacote de DLC ou expansão para o original, sem precisar de uma edição mais cara para sair somente para o PS5. Nem mesmo as funções do controle Dualsense, apesar de legais, não fazem a experiência no novo videogame obrigatória.

Esse sentimento fica ainda mais forte quando olhamos para a também recém-lançada versão de diretor de Ghost of Tsushima, que acrescenta conteúdos mais significativos, como a ilha Iki, e está disponível para PS4.

Para quem é sortudo o suficiente para ter achado o novo videogame nas lojas e nunca encostou em Death Stranding, aí sim, a nova versão faz mais sentido. Essa é certamente a edição definitiva do game, com o conteúdo adicional aparecendo de forma orgânica com o progresso da história.

Death Stranding capa do jogo - Reprodução/START - Reprodução/START
Imagem: Reprodução/START

Lançamentos: 24/09/2021
Plataformas: PS5
Preço: R$ 299
Classificação Indicativa: 16 anos (Violência extrema, temas sensíveis)
Português: Sim (legendas e dublagem)
Desenvolvimento: Kojima Production
Publicação: Sony

*Um código do jogo foi enviado pela Sony ao START
** O PS5 usado para jogar foi enviado pela Sony ao START

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