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OPINIÃO

"Dragon Ball Z: Kakarot" ignora uma das cenas mais icônicas do anime

Reprodução
Imagem: Reprodução

Bruno Izidro

Do START, em São Paulo

21/01/2020 04h00

Um dos grandes atrativos de "Dragon Ball Z: Kakarot", RPG de ação lançado recentemente para PS4, Xbox One e PC, é colocar os fãs no controle de Goku e seus amigos enquanto reconta os momentos e lutas marcantes do anime.

Porém, não passou despercebido que uma das cenas mais icônicas da animação, e que se tornou meme internet afora, foi simplesmente ignorada no game. A decepção só poderia ser de mais de oito mil.

Sim, a famosa cena "mais de oito mil" não está imortalizada no game. Para quem não se recorda, o momento acontece na saga dos Sayajins, a primeira de Dragon Ball Z, no episódio 28 da versão original (episódio 12 na versão Dragon Ball Kai), quando Goku finalmente aparece para enfrentar Nappa e Vegeta.

O trecho serve para demonstrar a força de Goku, e ilustrar o quanto os vilões estavam assustados com o poder dele. Talvez pela forma pitoresca com que a frase é dita e a reação exagerada que vem logo em seguida, a cena acabou virando meme com o passar dos anos, e aparece estampada em camisetas e até dá nome a site especializado do universo otaku.

Já no game, chega a ser anticlimático a forma como Goku aparece, observa os companheiros mortos, para logo entrar no modo de batalha contra Nappa. Sem memes por hoje.

Ausências confirmadas

"Dragon Ball Z: Kakarot" cobre as quatro sagas principais do anime: Sayajins, Freeza, Cell e Majin Boo. O anime original tem 291 episódios no total, e é claro que nem tudo conseguiria ser retratado na adaptação para videogames.

Outra cena famosa do anime que não está no jogo, por exemplo, é a de Piccolo jogando Gohan em uma montanha para mostrar o poder do garoto. Já todo o caminho da serpente feito por Goku após morrer na luta contra Raditz e o treinamento dele no planeta do Senhor Kaioh são reduzidos a cutscenes, o que certamente pode chatear alguns fãs.

Dragon Ball Z Kakarot Yamcha - Reprodução - Reprodução
Outra cena que virou meme foi a morte de Yamcha (esta, sim, está no jogo!)
Imagem: Reprodução

Em vez desses momentos, o jogo prefere acrescentar cenas que deveriam aprofundar narrativas que não foram muito exploradas no anime, mas que deixam dúvidas se são realmente necessárias.

Era mesmo tão importante mostrar um flashback de Raditz, Nappa e Vegeta só para expor o quanto o primeiro é visto como inferior pelos dois últimos, o que já fica bem óbvio mesmo sem a cena? Ou então revelar como Gohan passou a usar o mesmo uniforme de Piccolo, mas sem desenvolver melhor a relação de mestre e aluno que eles possuem?

Dragon Ball Z Kakarot - Reprodução - Reprodução
Até sayajin sofre bullying
Imagem: Reprodução

Jogue o anime

A ausência do momento "Mais de Oito Mil" fica ainda mais sentida pela proposta de "Dragon Ball Z: Kakarot" de passar a experiência definitiva para quem já assistiu Dragon Ball Z e agora tem a oportunidade de aproveitá-lo como um anime interativo.

Essa intenção fica bem evidente assim que se executa o jogo, com a famosa música-tema "Cha-La Head-Cha-La" embalando a abertura. Não é por coincidência, também, que a produtora Bandai Namco deixou o desenvolvimento nas mãos do estúdio CyberConnect2, que realizou o mesmo tipo de tratamento para outro anime de sucesso, Naruto, com a série de jogos "Ultimate Ninja Storm".

Verdade seja dita, assim como acontece nos jogos do ninja de roupa laranja, na maior parte do tempo "Dragon Ball Z: Kakarot" faz qualquer um que assistiu ao anime ficar empolgado ao visitar a casa do Mestre Kame, explorar o planeta Namekusei ou realizar quests para personagens como o Android 8 e Tao Pai Pai, da primeira fase de Dragon Ball. Isso sem mencionar a possibilidade de pescar usando o rabo do Goku, claro.

Dragon Ball Z Pescaria - Reprodução - Reprodução
Uma das atividades do jogo é pescar com o rabo de Goku
Imagem: Reprodução

"Dragon Ball Z: Kakarot" perde alguns pontos com os fãs por não mostrar a cena mais emblemática do anime? Com certeza. Ainda assim, para quem torceu o nariz com abordagem meio MMO de "Dragon Ball Xenoverse" e não se dá bem com jogos de luta tradicionais para aproveitar melhor "Dragon Ball FighterZ", esse RPG de ação pode surpreender e agradar muita gente.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL