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Assassin's Creed


Depois de 'férias', "Assassin's Creed" virou um RPG de ação de respeito

Claudio Prandoni

Do UOL, em São Paulo

16/10/2017 04h00

Tudo indica que "Assassin's Creed Origins" será um dos grandes games de 2017. Com lançamento marcado para dia 27 de outubro, em versões para PlayStation 4, Xbox One e computadores, o jogo nos impressionou bastante em outras duas oportunidades de teste (uma na E3 e outra em um evento da Microsoft) e na BGS não foi diferente.

O jogo da Ubisoft traz gráficos arrasadores (ainda mais quando jogado no Xbox One X, como aconteceu em todos esses testes) e revigora a série com controles intuitivos e muitos elementos empolgantes de RPG, como ampla variedade de armas e equipamentos para colecionar e evoluir.

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Qual foi o segredo para tirar a série do marasmo que ela passava depois de oito anos seguidos com ao menos um grande capítulo por ano?

Boas e merecidas férias.

Quer dizer, ao menos para os jogadores. Essa pausa de um ano nos lançamentos foi essencial para refinar e, principalmente, acrescentar novos elementos a "Assassin's Creed", como explicou o produtor Bruno Guerin em entrevista ao UOL Jogos.

Bruno Guerin, da equipe de desenvolvimento de "Assassin's Creed Origins", veio ao Brasil mostrar o game na BGS 2017 - Claudio Prandoni/UOL
Bruno Guerin, da equipe de desenvolvimento de "Assassin's Creed Origins", veio ao Brasil mostrar o game na BGS 2017
Imagem: Claudio Prandoni/UOL

"As pessoas vão ver muitas coisas diferentes. Esse tempo foi usado para repensar totalmente a experiência de 'Assassin's Creed', criar novas mecânicas e proporcionar uma experiência única", resumiu ele.

"As missões, por exemplo, agora dão  mais liberdade para curtir o jogo da maneira que você quiser. Antes quando você pegava uma missão principal tinha que terminar ela para poder fazer sidequests e voltar a explorar livremente o mundo. Isso agora é diferente, você pode fazer tudo quando quiser".

"Também criamos um mundo cheio de vida. Passamos muito tempo ajustando a inteligência artificial do jogo. Cada personagem ou animal tem uma rotina diferente, um papel para cumprir naquele mundo".

"Um fazendeiro vai cuidar da plantação, um soldado vai patrulhar a cidade, mas todos são também humanos. Ou seja, eles tiram um tempo para descansar, encontrar outras pessoas e comer, por exemplo. E aí, se o jogador prestar atenção nestes pequenos detalhes, pode usar eles para conseguir alguma vantagem, como atacar um inimigo de surpresa.

"E nada disso é 'scriptado', é tudo baseado na inteligência artificial de cada elemento".

Um toque de RPG

Outro aspecto que se beneficiou bastante desse 'período sabático' da série é o lado RPG de "Origins" - uma novidade bem marcante do game.

"Por exemplo, agora o personagem principal e os inimigos têm um nível de evolução e uma diferença grande de nível pode resultar em uma dificuldade maior", conta Guerin.

Todas as armas e equipamentos possuem níveis de poder e atributos diferentes, como recarregar mais rápido algumas habilidades do herói Bayek. Todas essas armas podem ser desmontadas para gerar recursos que, por sua vez, podem ser utilizados para criar novos itens ou até melhorar alguns que você já tenha em mãos.

Gostou muito daquele arco-e-flecha que atira várias setas de uma vez para causar grande impacto a curta distância ("quase como uma escopeta", como explicou Guerin)? Tudo bem, você pode usar ela o jogo inteiro e ir melhorando conforme adquirir e desmontar outros itens.

Falando em jogo inteiro, esse foi outro detalhe que me deixou bem impressionado durante a demonstração de cerca de 20 minutos na BGS: o mapa é gigantesco!

Segundo Guerin, o trecho que joguei correspondia a uma missão cerca de 15 a 20 horas depois do início do game. Quando abri o mapa, deu para ver que uma parcela minúscula de todo o mapa havia sido explorada.

Guerin fala com orgulho sobre como a equipe da Ubisoft reuniu especialistas em História do Egito Antigo para recriar em detalhes o Egito daquela época - e como os ambientes são variados e não se limitam a pirâmides e desertos, como alguém poderia imaginar a princípio.

Talvez a gente também precise de um ano de férias para explorar todo o vasto conteúdo que "Assassin's Creed Origins" promete trazer no final do mês.

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