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Rainbow Six Siege brasileiro vive "semana de ouro" com decisões

Brasileirão de Rainbow Six Siege chega ao fim no próximo final de semana - Divulgação/R6 Esports BR
Brasileirão de Rainbow Six Siege chega ao fim no próximo final de semana Imagem: Divulgação/R6 Esports BR
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

25/11/2020 11h30

O Rainbow Six Siege vive uma semana aquecida na reta final do cenário competitivo em 2020. São três decisões eletrizantes em sequência: nesta quarta-feira, a FURIA, última colocada desta etapa do Campeonato Brasileiro, enfrentará a Falkol, campeã da Série B, pelo Relegation - valendo a vaga na elite. Na quinta, Black Dragons e FURY decidem o Circuito Feminino. Por fim, no domingo, MIBR e Team Liquid decidem quem termina o ano como a grande campeã nacional do FPS desenvolvido pela Ubisoft.

O primeiro confronto opõe duas organizações de destaque no país. De um lado, a FURIA, que já se consagrou no Counter-Strike: Global Offensive, mas não conseguiu se firmar como esperado no Rainbow Six neste ano. Do outro, a Falkol, que apostou na experiência de Gleidson "GdNN1" como capitão e obteve sucesso na segunda divisão. Vale lembrar: após união com a Prodigy, a equipe passou a se chamar Vorax. Uma das duas não estará no Brasileirão em 2021.

Na ideia do novo formato estabelecido pela Ubisoft neste ano, o Rainbow Six Siege não buscou um sistema de franquias, tal qual o CBLoL, mas se estruturou de forma híbrida, de maneira a premiar a regularidade e o projeto a longo prazo - visto que a pontuação do Brasileirão continua a ser computada ao longo dos splits. Uma forma interessante de manter o campeonato sempre aquecido e de elevar a expectativa para o duelo decisivo que veremos nesta quarta.

E no dia seguinte, mais um grande duelo. Consagrada pelos jogos de tiro em primeira pessoa, com títulos mundiais em games como Point Blank e Crossfire, a Black Dragons tem muita história no Rainbow Six. A equipe já foi vice mundial - em 2017, perdeu a decisão da Pro League para a ENCE, em São Paulo. A tradição se estende ao cenário feminino, no qual o time também se consolidou. Aliás, vale lembrar: o R6 é um dos poucos games com um competitivo bem estruturado para as mulheres.

A rival pelo título será a FURY. Foram três etapas, desde maio, com as organizações acumulando pontos até o momento do desfecho. A Ubisoft conta com a parceria de duas marcas de grande calibre, a Lenovo e a Logitech, para a realização do Circuito Feminino. O destaque para as mulheres no R6 se estende ao casting, com Victória "viic" Rodrigues fazendo um trabalho repleto de conhecimento e competência.

O "gran finale" será no domingo, com MIBR e Team Liquid decidindo o título brasileiro. É muita história envolvida. De um lado, a Cavalaria, multicampeã, atual dona do troféu nacional e, recentemente, consagrada com mais um título ao vencer o Major Regional sobre a Team oNe. O currículo da organização se estende com a OGA Pit Season 3 e Pro League mundial vencido em 2018, sobre a lendária PENTA, em Atlantic City, além claro do próprio BR6 do ano passado.

Do outro, a lendária tag da MIBR, que acumula uma conhecida história no CS:GO e que busca agora levantar sua primeira taça no Rainbow Six Siege. A equipe tem o veterano Gabriel "cameram4n" entre seus líderes - e conta com o apoio do time de Counter-Strike. Antes da semifinal, o elenco recebeu um vídeo enviado por ninguém menos que Vito "kNg" como estímulo. Deu certo, e a vaga na decisão foi garantida.

São US$ 80 mil em premiação total para os primeiros colocados - um montante que, na cotação atual, ultrapassa os R$ 428 mil. O grande campeão leva metade dessa fatia. A expectativa é enorme e já nos remete ao Six Invitational, que acontecerá em fevereiro do ano que vem e contará com quatro equipes brasileiras. A força do país no R6 é inegável - e parece cada vez maior.