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Pink prova que mães também podem ser popstars em novo documentário

Pink, o marido Carey Hart, e os dois filhos
Pink, o marido Carey Hart, e os dois filhos
Getty Images

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

17/05/2021 13h00

Imagina rodar o mundo se apresentando para plateias lotadas nos principais estádios. Agora pense em fazer isso enquanto cuida dos seus filhos pequenos.

Essa é a rotina insana que a cantora americana Pink mostra no novo documentário, "All I Know So Far", que será lançado no dia 21 na Amazon Prime.

Ao lado da cantora, somos levados aos bastidores de sua mais recente turnê, a "Beautiful Trauma World Tour", que inclusive fez uma de suas últimas paradas no Brasil, no Rock in Rio de 2019.

Nosso país, porém, não aparece nos registros do filme.

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Supermãe

Enquanto viaja pela Europa para se apresentar em cidades como Amsterdã, Dublin e Londres, Pink fala da dificuldade que enfrenta ao precisar se dedicar aos fãs espalhados pelo mundo e também aos filhos que precisam de sua atenção.

Adoro ver o mundo com meus filhos tanto quanto eu adoro arrasar no palco. Muitas mães param de fazer turnês depois da maternidade porque acham que não conseguirão fazer as duas coisas. Quero ser perfeita para todos que compram ingressos, mas também quero ser perfeita na cabeça dos meus filhos.

Pink

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A cantora Pink, durante show no Brasil, no Rock in Rio, em 2019
Imagem: Mauro Pimentel/AFP

Durante as viagens, os filhos da cantora, Willow, na época com 8 anos, e Jameson, com 2, passam por todas as questões naturais de uma criança: se machucam, brincam o tempo todo, ficam doentes, tentam se pendurar na mãe...

Tudo isso enquanto Pink tenta se preparar para cada show.

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Pink temia as consequências de estar com os pequenos na estrada. "Tinha medo de levá-los para a turnê e não deixá-los ter uma vida normal. Mas olho ao nosso redor e vejo que estamos cercados de pessoas e culturas diversas. Estamos criando memórias", festeja.

Poder feminino

Quem acompanha a cantora na missão de cuidar dos filhos, claro, é o marido de Pink, o ex-piloto de motocross Carey Hart. Casado com Pink desde 2006, ele se aposentou logo depois do nascimento da primeira filha e acompanha a mulher nos shows.

Nunca me senti mais feliz com alguém na vida. É impressionante um homem acompanhar uma mulher numa turnê. Se o ego dele fosse maior, não daria certo. A alegria que tenho como mãe é vê-lo como pai. Eu sabia que ele seria fantástico, mas ele é muito melhor do que eu imaginava.

Pink

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Pink e o marido Carey Hart no clipe de 90 Days
Imagem: Reprodução/YouTube
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Queria ter sido um pai jovem, mas estaria sempre distante, o que seria ruim. Me dói saber que minha filha não tem memórias de quando eu competia. Queria que eles pudessem me ver trabalhando como veem a mãe.

lamenta o marido da cantora, Carey

No filme, Pink faz questão de reforçar a força que ela e outras mulheres precisam ter para coordenar suas carreiras e famílias:

É muito mais fácil para os homens sair sem olhar para trás. Não há como uma mãe se afastar dos filhos e não se preocupar tanto com eles a ponto de não conseguir dormir.

Por trás da fama

Além de visitar os hoteis nos quais a cantora se hospedou durante a turnê, todos com suítes gigantescas, também podemos conferir um pouco mais da intimidade de Pink. Para sair na bateria de shows, ela carrega um total de 24 malas para ela e os filhos!

Conhecida por suas acrobacias no palco, incluindo voar por cima da plateia, ela também relembra do acidente que chegou a sofrer com os cabos de aço numa dessas empreitadas, mas nada disso a desanimou.

É mais difícil cantar no palco do que pendurada. Eu canto melhor de cabeça pra baixo.

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Pink se apresenta no palco Mundo do Rock in Rio 2019
Imagem: Divulgação

Por fim, o contato com os fãs é o que torna todo o sacrifício válido. No trecho mais emocionante do filme, Pink lê a carta de uma fã que desistiu do suicídio pelo amor à cantora. "No fim das contas, essa é a única razão que me faz continuar fazendo isso", comemora.