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Stefhany do 'Crossfox' diz que quase tentou se matar: 'Momentos difíceis'

Stefhany Sousa, do hit "Eu Sou Stefhany", viral em 2009 - Reprodução/Instagram
Stefhany Sousa, do hit "Eu Sou Stefhany", viral em 2009 Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para Splash, em São Paulo

12/04/2021 06h27

Em 2009, Stefhany Sousa alcançou a fama com um vídeo viral: ao fazer sua versão para a música "A Thousand Miles", de Vanessa Carlton, ela ficou famosa da noite para o dia, sendo reconhecida como a "menina do Crossfox" — nas imagens ela aparecia dirigindo o carro.

Hoje com 29 anos, a autora de "Eu Sou Stefhany" afirma que a busca na época era apenas pela fama mesmo, mas que só se encontrou de verdade em 2013, quando se converteu à religião.

"Nunca existiu aquela confiança que a Stefhany de antes parecia ter. Eu queria parecer ser assim por causa da fama, para chamar a atenção das pessoas. Mas não era confiante. Eu era uma jovem cheia de sonhos, tinha o sonho de ser reconhecida e viajar muito. Eu achava que quando tivesse o meu sonho realizado não ia ter mais o vazio dentro de mim", explicou em entrevista para a "Quem".

Ela prosseguiu: "Deus permitiu que tudo isso acontecesse na minha vida para eu saber que o meu sonho não era tudo. Hoje entendo que tudo é uma fantasia. Tudo vai passar. Não adianta ter fama e não ter felicidade, ser uma pessoa vazia. Sorri para as pessoas, querendo passar algo que não tem. Agora tenho a confiança em Cristo e sou outra pessoa", afirmou.

Stefhany também disse não cantar mais a música que a deixou famosa. "As pessoas no início não queriam muito aceitar e pediam para cantar, mas hoje elas louvam junto comigo. Elas dizem até que foi muito bom eu ter tomado a decisão. Em 2009, eu pensava em falar sobre mim, sobre aquela mulher empoderada e absoluta. Hoje sou outra pessoa e sei que nasci para falar de Deus".

Eu não tenho porque falar de mim, todos nós somos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém. Todos somos dependentes de Deus. Hoje a Stefhany não fala mais dela e por isso tirei o 'absoluta' do nome. Absoluto é só Deus. No início da minha carreira gospel ainda usava no CD, mas era estratégia para as pessoas lembrarem de mim e verem que Jesus tinha me salvado.

Momentos difíceis

Stefhany quase morreu duas vezes nos últimos anos — e ela atribui a sua sobrevivência à religião. A última delas foi em 2018: casada com o fazendeiro Roberto Campos, de 55 anos, ela foi acusada de ter dado o golpe do baú. Atualmente, a cantora gospel se recusa a citar o nome dele.

"Já passei por muitos momentos difíceis na minha vida, mas certa vez, estava dentro do meu quarto desesperada e angustiada por estar sendo acusada, me senti muito mal. Recebi muitas ligações de muitos pastores. Tinha um ano de agenda fechada. Tudo foi cancelado e só sobraram duas datas na agenda marcadas para o ano inteiro", contou.

Ela relembrou o momento em que quase se matou: "Eu me desesperei muito e no momento de dor escutei uma voz dizendo: 'Tira a sua vida porque você não vai cantar mais'. Logo em seguida, recebi uma mensagem desmotivadora de uma pessoa que dizia: 'você não serve mais para o ministério de Deus, para cantar, você tem que cantar'".

"Eu chorei muito e dobrei os meus joelhos. Disse: 'Deus, eu nasci para te servir e sei disso, mas se o Senhor quiser que eu seja uma pessoa comum, não vou gravar mais e exercer o Ministério. Vou continuar te louvando, mas da minha casa ou do banco da igreja. Se essa for a sua vontade, faça com que esses dois pastores me liguem e desmarquem essas duas agendas'. Queria esse sinal", continuou.

De repente comecei a sentir uma paz sobrenatural e escutei uma voz firme e mansa: 'Não temas porque eu estou contigo'. Comecei a escrever no papel tudo o que Deus estava falando comigo. Naquela mesma semana, comecei a receber ligações e aquele ano foi o da agenda mais cheia. Foi uma resposta de Deus para a minha vida. Eu já pensei em desistir, mas Deus não me deixou parar.

Atualmente, Stefhany não pensa mais em fama: "Meus projetos para 2021 são ser alguém melhor e ter mais amor. Quero visitar aqueles que estão doentes, quando for permitido, alimentar o que tem fome, levar o louvor e a palavra de Deus para quem precisa, ver vidas transformadas por meio do evangelho. Quero mudar de vida, mas não pensando só em mim, mas para poder ajudar o outro que precisa", ponderou.