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Família de Roald Dahl pede desculpas por declarações antissemitas dele

O escritor britânico Roald Dahl - Ronald Dumont / Getty Images
O escritor britânico Roald Dahl Imagem: Ronald Dumont / Getty Images

De Splash, em São Paulo

07/12/2020 10h35

A família do escritor britânico Roald Dahl, morto em 23 de novembro de 1990, publicou ontem desculpas pelas declarações antissemitas feitas por ele.

"A família Dahl e a Roald Dahl Story Company se desculpam profundamente pela dor duradoura e compreensível causada por algumas das declarações de Roald Dahl", diz a carta divulgada no site oficial do escritor.

"Essas observações preconceituosas são incompreensíveis para nós e contrastam fortemente com o homem que conhecemos e com os valores que estão no centro das histórias de Roald Dahl, que têm impactado positivamente os jovens por gerações", continua o texto.

Embora tenha trabalhado com outros gêneros, Dahl ficou mais conhecido por suas histórias infantis, como "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "Matilda" e "O Bom Gigante Amigo".

Em 1983, Dahl gerou polêmica por sua resenha de um livro sobre a guerra do Líbano, ao dizer que nunca "uma raça de pessoas", referindo-se aos judeus, "mudou tão rapidamente de vítimas para assassinos bárbaros".

No mesmo ano, ele ainda disse: "Há um traço no caráter judeu que provoca animosidade, talvez seja uma espécie de falta de generosidade para com os não judeus. Quero dizer, sempre há um motivo para anti-qualquer coisa surge em qualquer lugar."

Meses antes de sua morte, em 1990, Dahl ainda chegou a se descrever como "antissemita".