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Berta continuará viva como a melhor personagem de 'Two and a Half Men'

Berta (Conchata Ferrell) em "Two and a Half Men"
Berta (Conchata Ferrell) em "Two and a Half Men"
Cliff Lipson/CBS via Getty Images

Ana Carolina Silva

De Splash, em São Paulo

13/10/2020 19h27

A morte da atriz Conchata Ferrell, de 77 anos, é simbólica: nossa reação à notícia prova a imortalidade da melhor personagem de "Two and a Half Men". Em muitas situações, Berta era a "voz da consciência" da série e quem colocava medo em Charlie, Alan, Jake e Walden.

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Berta reagia rapidamente às situações e tinha respostas inteligentes; o timing para o sarcasmo fazia dela a versão "Two and a Half Men" de Chandler Bing, de "Friends". Personagens assim existem para apontar quando os outros estão sendo ridículos.

E se nós pensamos no tipo de coisa absurda que os homens ao redor de Berta faziam, era importante ter alguém para dizer o que eles mereciam ouvir.

Além disso, essa é uma série que não "envelheceu" muito bem com suas piadas machistas e seu jeito de lidar com as mulheres. Berta era a única presença feminina constante na vida de Charlie que não era manipulada por ele —e isso significa muita coisa no contexto de "Two and a Half Men".

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Berta invertia a dinâmica que quase sempre colocava Charlie como o espertão.

Charlie Sheen e Jon Cryer sabem disso tudo. Por isso, os atores que interpretaram os irmãos Harper se despediram de Conchata Ferrell e de Berta com mensagens carinhosas.

Berta, seus cuidados com a casa eram um pouco suspeitos, mas os seus cuidados com as pessoas eram perfeitos.

- Charlie Sheen

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Ela era uma humana linda. O exterior rude de Berta foi uma invenção dos nossos roteiristas, mas o calor e a vulnerabilidade de Chatty eram suas verdadeiras forças. Estou chorando pela mulher da qual vou sentir falta e pela alegria que ela deu a tantos.

- Jon Cryer