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Mauricio Stycer

Número de assinantes da TV por assinatura no Brasil cai a níveis de 2012

Em novembro de 2020, a TV paga chegou a menos de 15 milhões de assinantes  - Reprodução / Internet
Em novembro de 2020, a TV paga chegou a menos de 15 milhões de assinantes Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

17/01/2021 07h01

O ano de 2021 começa com uma má notícia para o segmento da TV por assinatura. Segundo os dados mais recentes disponíveis, de novembro do ano passado, o mercado conta atualmente com 14,9 milhões de assinantes.

É a primeira vez, desde julho de 2012, que o país fica abaixo de 15 milhões de assinantes. Segundo os números da Anatel, houve uma queda de 105 mil assinantes em novembro e a perda de um total de 1 milhão de clientes ao longo do ano passado.

De acordo com o jornalista Samuel Possebon, que divulgou os números no site Tela Viva, "analisando-se o desempenho mês a mês, nota-se que em novembro houve uma significativa aceleração na perda de base, que no restante do ano parecia estabilizada em uma perda inferior a 100 mil assinantes ao mês".

Comparado com o melhor momento da indústria, em novembro de 2014, quando chegou a 19,7 milhões de assinantes, o mercado de TV por assinatura já perdeu 5 milhões de clientes, ou 20% de seu tamanho.

As más notícias não dizem respeito apenas ao Brasil. Uma pesquisa divulgada esta semana indica que 27% dos assinantes de TV paga nos Estados Unidos estão planejando cancelar os seus contratos até o fim deste ano.

De acordo com a empresa The Trade Desk, responsável pelo levantamento, essa porcentagem é quase o dobro dos 15% dos assinantes de cabo que relataram cortar o cabo em 2020, e significativamente mais alta do que as pesquisas em 2019 haviam previsto.

Segundo a pesquisa, a pandemia de covid-19 acelerou o comportamento do consumidor em direção aos serviços de streaming.

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Uma versão deste texto foi publicada originalmente na newsletter UOL Vê TV, que é enviada às quintas-feiras por e-mail. Para receber, gratuitamente, é só se cadastrar aqui.

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