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Marcelle Carvalho

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

'A Fazenda 13': MC Gui se mostra o maior estrategista do jogo

MC GUI (Reprodução: Play Plus / Record TV) - Reprodução / Internet
MC GUI (Reprodução: Play Plus / Record TV) Imagem: Reprodução / Internet
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Marcelle Carvalho

Marcelle Carvalho é jornalista que cobre, há duas décadas, o universo da televisão. Suas maiores paixões são novelas e séries, que serão abordadas aqui a partir da visão de quem vê e de quem faz.

Colunista do UOL

22/10/2021 04h00Atualizada em 22/10/2021 10h24

Não é Arcrebiano, muito menos Gui Araújo. O maior articulador de "A Fazenda 13", até agora, é mesmo MC Gui. Isso ficou bem claro na última formação da roça. Ter tirado Rico da berlinda, deixando o próprio boquiaberto, mostrou que o lado estrategista do cantor está pulsando a todo vapor.

Já tem um tempinho que venho reparando isso. Desde que percebeu que o influencer ganhou protagonismo na temporada, justamente por tocar o rebu na casa, MC Gui começou a desenhar uma espécie de parceria com o participante de uma forma bem esperta: estimulando a rivalidade entre eles. Ser o contraponto de Rico chama a atenção e faz o MC ser um personagem interessante dentro do game.

Os dois tretam, se alfinetam com aquele sorrisinho malandro no rosto, são bem-humorados e sarcásticos um com o outro. E, de certa forma, fazem um pacto quando alardeiam aos quatro cantos que querem ir juntos para a roça. Tanto estão "fechados" que a primeira oportunidade que teve MC Gui "salvou" o desafeto de ficar com o destino nas mãos do público.

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A Fazenda 2021: Rico simula selinho em MC Gui após fugir da roça
Imagem: Reprodução/Playplus

Se Rico for sagaz pode surfar nessa onda. Na verdade, as alfinetadas e promessas de estarem juntos na berlinda é uma boa forma de se protegerem. Ao livrar o influencer, Mc Gui faz com que ele acabe agindo da mesma forma, caso o cantor esteja ameaçado de pegar o caminho da roça. E assim, como nas histórias de super-heróis, o vilão não quer que seu antagonista desapareça. Quem disse que o Coringa quer ver o Batmam morto? E vice-versa. Os dois se retroalimentam, o sumiço de um, fatalmente, fará com que o outro perca a importância ou o protagonismo.

Mas como é a audiência que escreve a trama, nenhum dos dois sabe de fato se tal estratagema se mostrará eficiente. Quer dizer, não adianta se vender como um super-herói se na história que o público conta um dos dois peões não são vistos dessa forma. Ou, pior, fique cada vez mais clara essa manobra entre os dois. Porque esperar que os participantes dentro da casa percebam esse movimento, é pedir demais para tanta gente que está mais preocupada em não se comprometer.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL