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Debandada para CNN mostra que a Globo precisa valorizar seus jornalistas

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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

23/10/2020 16h08

Resumo da notícia

  • Canal de notícias deve fazer proposta a mais profissionais da Globo nos próximos dias
  • Sandra Annenberg está entre os nomes que despertam interesse da CNN Brasil
  • Saída de jornalistas não se deve somente à questão financeira: prestígio e projeto também contam

Somente nesta semana, Márcio Gomes e Gloria Vanique anunciaram suas saídas da Globo rumo à CNN Brasil. O canal de notícias parece ter voltado suas atenções para o casting da rival e prepara mais ataques no mercado. Segundo Maurício Stycer, pelo menos cinco nomes da Globo estão na mira. A coluna apurou que a vontade de a CNN conseguir convencer Sandra Annenberg a mudar de ares também é grande.

A explicação para a debandada de jornalistas experientes da Globo vai além da oferta financeira. Sim, profissionais contratados pela CNN trocaram de canal ganhando até três vezes mais que no antigo emprego, mas o prestígio também conta. Márcio Gomes, por exemplo, por mais bem avaliado que fosse, nos últimos tempos percorria toda a programação da emissora, mas não tinha um lugar para chamar de seu. Da mesma maneira, Gloria Vanique ainda era tratada como repórter e não coapresentadora de Rodrigo Bocardi no "Bom Dia São Paulo".

Sem tanto espaço na grade, a Globo precisou encaixar seus medalhões em horários e projetos nem sempre empolgantes. Acostumada com o jornalismo diário, Sandra Annenberg foi colocada nas noites de sexta-feira no "Globo Repórter" e ainda perdeu seu outro programa, o "Como Será?". A emissora precisa criar espaços e produtos que valorizem estes profissionais. Do contrário, seguirá perdendo grandes nomes para a concorrência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL