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Chico Barney

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

"What if...?" já começou muito melhor que Loki e WandaVision juntos

A gloriosa Hayley Atwell em versão animada - Imagem: Disney+/Marvel
A gloriosa Hayley Atwell em versão animada Imagem: Imagem: Disney+/Marvel

Colunista do UOL

12/08/2021 15h29

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Uma satisfação incontornável toma conta do fã de quadrinhos ao assistir ao primeiro episódio de "What if...?", nova série da Marvel no Disney+.

O conceito é igualzinho aos gibis: autores reimaginam determinadas passagens da cronologia com mudanças radicais na história —normalmente graças a pormenores aparentemente desimportantes.

É um mergulho nas tais realidades alternativas que parecem ser a tônica das próximas produções do estúdio. Então na estreia somos convidados a conhecer um mundo em que a Agente Carter, e não Steve Rogers, tomou o soro para se transformar em supersoldado.

A aventura resgata momentos do primeiro filme do Capitão América e mostra como seria a luta contra os nazistas e a Hydra nesse cenário diferente. Mas todo o resto está lá, como Bucky, o pai do Tony Stark, um gigante de ferro, o Caveira Vermelha brincando com o cubo cósmico e até um monstro com tentáculos. Diversão para a família inteira.

As cenas de ação são fascinantes, graças à animação sofisticada da série. Muita pancadaria com direito a Hayley Atwell, a magnética Carter dos filmes, dublando a personagem. Simplesmente um luxo.

É um entretenimento bobo, pedestre, sem qualquer intuito de reinventar a roda —nem mesmo de mantê-la girando. Justamente como os gibis que são publicados há décadas por aqui sob o selo "O que aconteceria se...?".

Uma bobagem que serve para roteiristas criativos pensarem em propostas de maneira mais livre, sem compromisso claustrofóbico com a tapeçaria editorial tão intrincada, e também para o público soltar a imaginação e sonhar acordado com possíveis desdobramentos dos rápidos vislumbres oferecidos.

Só pelo sentimento de liberdade, já é muito melhor que os modorrentos WandaVision e Loki, produções pomposas que infelizmente ficaram presas às próprias diretrizes. Como dizia Manoel de Barros, o verbo tem que delirar.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.