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Influenciadoras russas destroem bolsas Chanel em protesto contra sanções

Victoria Bonya, uma das fashionistas russas que protestou contra a grife francesa - Reprodução/Instagram
Victoria Bonya, uma das fashionistas russas que protestou contra a grife francesa Imagem: Reprodução/Instagram

De Nossa

08/04/2022 16h09

Três influenciadoras russas de destaque no mundo da moda usaram tesouras para destruir bolsas da grife francesa Chanel em vídeos para denunciar o que consideraram "russofobia" por parte da maison. Elas já se juntam a uma onda de outras personalidades que protestavam nas últimas semanas as sanções de grandes marcas e empresas ocidentais à Rússia devido à invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro.

Após anunciar medidas de apoio humanitário aos ucranianos em 3 de março, a Chanel decidiu fechar suas lojas e e-commerce no país no dia seguinte e se comprometeu a não realizar mais negócios com cidadãos locais para coibir os ataques à Ucrânia.

Na última semana, a cantora e atriz Anna Kalashnikova, com 2,4 milhões de seguidores no Instagram, disse ter sofrido discriminação em uma loja em Dubai que se negou a vender os produtos da grife para ela por ser russa. Em um longo post, ela afirmou que Coco Chanel foi amante de um oficial nazista e acusou a marca de continuar a apoiar o fascismo e a russofobia ao redor do mundo.

Em resposta, três influenciadoras — a também DJ Katya Guseva, a apresentadora Marina Ermoshkina e a modelo digital Victoria Bonya — optaram por uma manifestação mais visual de seu repúdio às sanções: elas usam tesouras de jardinagem para destruir bolsas avaliadas em US$ 7 mil (ou R$ 33 mil) quando já usadas, segundo a CNN americana.

Victoria justifica que a Chanel não respeita suas clientes russas. "Então por que deveríamos respeitar a maison Chanel?", questiona. Já Marina afirma que, ao tentar comprar peças da marca francesa, clientes são obrigados a assinar um documento em que se comprometem a não usar as peças em território russo.

"Sempre fomos o rosto desta marca. É o nosso objetivo desde criança comprar uma bolsa da Chanel. E eu comprei. Mas nada vale o amor pela minha terra-mãe ou o respeito por mim mesma", pontua. "Chanel é apenas um acessório que em algum ponto decidiu humilhar meus compatriotas, decidiu discriminar contra as pessoas com base na nacionalidade, o que eu não vou tolerar", diz.

Katya disse "apoiar o desafio iniciado por Marina" e remover bolsas da Chanel de sua rotina até que a situação atual mude — e a medida contra a Rússia seja revertida.

Elas são apoiadas por influenciadoras como Elvina Borovkova, de 24 anos, que segundo veículos como o Buzzfeed News e a Paper, vem insistindo que é impossível que soldados russos tenham estuprado mulheres ucranianas porque "as mulheres russas são as mais bonitas do mundo".

"Vocês realmente acham que eles precisam de ucranianas? É assustador até mesmo tocá-las, cheias de doenças venéreas", agride a influenciadora em um vídeo viral.

À emissora CNN, a Chanel afirmou que "segue todas as leis de sanções" contra a Rússia, mas se desculpou com a clientela pelos transtornos."Atualmente, estamos trabalhando para melhorar nossos procedimentos e nos desculpamos por quaisquer mal-entendidos relacionados e inconvenientes".