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Mansão na Itália com pintura de Caravaggio no teto está à venda por R$ 3 bi

Júpiter, Netuno e Plutão, de Caravaggio, pintado em 1597 - Wikimedia Commons
Júpiter, Netuno e Plutão, de Caravaggio, pintado em 1597
Imagem: Wikimedia Commons

De Nossa

31/10/2021 14h45

Uma mansão — ou melhor, uma villa — com um raro mural de Caravaggio pintado em seu teto foi colocada à venda pelo governo da Itália por 471 milhões de euros, uma pechincha equivalente a R$ 3,06 bilhões, em cotação de hoje.

Batizada de "residência mais cara do mundo" pela imprensa internacional, a Villa Aurora fica nos arredores de Roma e é a última casa que fazia parte de um retiro de férias construído no século 16 pelo cardeal Francesco Maria del Monte.

O leilão da propriedade está marcado para 18 de janeiro e, caso o valor pedido pelo governo italiano seja alcançado, ela superará os recordes US$ 361 milhões, ou R$ 2,03 bilhões, pagos por um endereço em Hong Kong em 2017, tido até hoje como a negociação residencial de maior valor no mundo.

A Villa Aurora, mansão cujo teto tem uma histórica pintura de Caravaggio - Reprodução/Youtube - Reprodução/Youtube
Imagem: Reprodução/Youtube

Com quase 2.800 metros quadrados, ela abriga "Júpiter, Netuno e Plutão", um painel de 2,75 metros de comprimento que teria sido concebido em 1597 por Caravaggio.

A pintura de Caravaggio no teto da mansão italiana - Reprodução/Youtube - Reprodução/Youtube
A pintura de Caravaggio no teto da mansão italiana
Imagem: Reprodução/Youtube

De acordo com o jornal The New York Times, a obra foi descoberta em 1968, quando a pintura com que ela havia sido coberta descascou e revelou a criação do artista italiano. Caravaggio teria usado seu próprio rosto como modelo para as expressões faciais dos deuses gregos retratados.

A Villa Aurora tem ainda outros nove murais de mestres das artes em seus tetos, entre eles, "Aurora", de Guercino, de onde surgiu o nome pela qual ficou conhecida. Faça o tour:

Entre diversas outras obras espalhadas pelo local estão estátuas greco-romanas esculpidas em 500 a.C., que fazem parte de um portfólio avaliado em 2010 em 670 milhões de euros, ou mais de R$ 3,8 bilhões, sem levar em consideração a correção monetária, de acordo com o The New York Post.

A casa chegou ao mercado após uma disputa longa pela herança de seu antigo dono — príncipe Nicolò Boncompagni Ludovisi, que morreu em 2018 — tê-la colocado nas mãos do governo local. O Post estima que será necessário pouco mais de US$ 12 milhões, ou R$ 67,4 milhões, para reformar o endereço.