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Suíça emitirá passe sanitário para turismo de brasileiros; veja regras

Berna, na Suíça, continuará a receber vacinados com a CoronaVac, mas eles não terão acesso ao certificado suíço que dá acesso a museus e restaurantes - WillYs Fotowerkstatt/Creative Commons
Berna, na Suíça, continuará a receber vacinados com a CoronaVac, mas eles não terão acesso ao certificado suíço que dá acesso a museus e restaurantes Imagem: WillYs Fotowerkstatt/Creative Commons

De Nossa

20/09/2021 13h21

As autoridades suíças deverão cobrar uma taxa de 30 francos suíços — cerca de R$ 180, em cotação de hoje — de turistas de fora da União Europeia para converterem o certificado de vacinação, também conhecido como "passaporte da vacina".

A exigência do novo documento entrará em vigor em 24 de outubro, quando apenas a versão em inglês, francês ou alemão dos certificados estrangeiros — no caso do brasileiro, aquele emitido pelo ConecteSUS — deixará de ser aceita no país.

Segundo Markus Berger, porta-voz do Switzerland Tourism, órgão do governo federal suíço para a promoção do turismo, o pagamento para emissão do documento nos padrões locais é motivo de preocupação, já que o destino pode perder a preferência dos visitantes. "Com a taxa de 30 francos, temos um obstáculo que outros países não têm", disse ao jornal 20 Minuten.

No entanto, atualmente, a cobrança é de responsabilidade de cada um dos centros cantonais, ou seja, da administração de saúde das principais cidades suíças, o que pode significar mudanças futuras a respeito da decisão.

Vacinas aceitas para emissão do certificado suíço

Atualmente, todas as vacinas reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são aceitas para entrada na Suíça, o que significa que brasileiros vacinados com Pfizer, Janssen, AstraZeneca/Covishield e CoronaVac são bem-vindos.

No entanto, até 24 de outubro, apenas os certificados emitidos pelo ConecteSUS que comprovam a imunização com as três primeiras vacinas — reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos — são aceitos para entrada em estabelecimentos como bares, restaurantes e museus.

Os vacinados com a CoronaVac precisam realizar exames periódicos (PCRs a cada três dias e testes do tipo antígeno a cada dois dias) e cadastrar resultados negativos no aplicativo Covid Certificate, disponível para Android e iOS.

O preço dos exames pode variar de acordo com o tipo e a cidade em que é realizado, mas o custo médio é cerca de 55 francos suíços, ou R$ 330, segundo estimativa do site de notícias europeu The Local. No entanto, o valor pode chegar a 400 francos, ou R$ 2.385.

Tudo isso muda a partir de 24 de outubro: todas as vacinas aprovadas pela OMS poderão ser aceitas para emitir o certificado suíço que permite a entrada nos estabelecimentos locais. Ou seja, aqueles imunizados com a CoronaVac poderão obter o documento.

Os procedimentos para gerar o certificado variam, novamente, em cada centro cantonal. Se planeja viajar em breve e deseja emitir o seu, acesse o destino através da lista disponível no site do governo suíço para combate da covid-19.