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Paulo Pelaipe ficou intubado por 18 dias com covid e ainda tem sequelas

Do UOL, em São Paulo

16/07/2021 12h00

Durante o período em que trabalhava na diretoria do Coritiba, Paulo Pelaipe foi diagnosticado com covid-19 e travou uma batalha pela vida, que levou dois meses para vencer a partir do momento em que precisou ser hospitalizado. Foram 18 dias de intubação e mais 32 em uma UTI, em dois meses de hospitalização. Hoje, já vacinado com a segunda dose, ele relata o período difícil que viveu e alerta para que as pessoas tenham cuidado.

Em entrevista a Mauro Cezar Pereira, no programa Dividida, do Canal UOL, Pelaipe revela que ainda convive com sequelas da covid-19 e faz tratamento para voltar à sua melhor condição, depois de um filho que vive na Espanha ter retornado ao Brasil por recomendação dos médicos que o acompanhavam em Curitiba.

"Me transferiram e me botaram em uma UTI isolada. O médico disse que o pulmão não estava..., que a infecção estava crescendo no meu pulmão, não estava reagindo, apesar dos exercícios, da parte de fisioterapia que eu fazia, e isso aí na quarta-feira, na quinta-feira à tarde, quase no final da tarde de quinta-feira, a médica entra e diz: 'olha, eu vou tentar salvar sua vida, vou te intubar'. Eu fiquei 18 dias em coma, intubado, lutando pela vida", conta Pelaipe.

"Estive em uma situação muito difícil, os médicos, um filho meu mora na Austrália, casado, o outro, na Espanha, estava fazendo um curso, se formando em Valência, fazendo um curso lá de 2 anos e o médico mandou chamar. Com a minha nora grávida na Austrália, meu filho não pôde sair, porque na Austrália não podia sair, então, o meu filho da Espanha veio, aí ele e a minha esposa e foram horas e momentos de angústia, de dificuldade", completa.

O dirigente conta que ainda faz exercícios para a recuperação do pulmão e fisioterapia para a melhora de braços e pernas, que tiveram sequelas da doença.

"Eu consegui sair do coma, fiquei mais 32 dias na UTI, ainda hoje tenho algumas pequenas sequelas no braço direito, no ombro e no cotovelo. Eu tenho assim, às vezes, fortes dores e no pé esquerdo ainda faço fisioterapia em função do vírus. Realmente as pessoas têm que ter cuidado e têm que respeitar, porque em alguns passa rápido, eu fiquei dois meses e até hoje ainda faço tratamento", conta Pelaipe.

"Faço exercício para o pulmão e ainda continuo fazendo fisioterapia para o pé, para o braço, para tentar ficar 100%, mas, realmente, foi um momento muito duro, muito difícil e eu agradeço a Deus e aos médicos lá do hospital Nossa Senhora das Graças, lá em Curitiba, por poder estar aqui neste momento", conclui.

O Dividida vai ao ar às quintas-feiras, às 14h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no Youtube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.

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