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Waldemar Lemos demorou a conhecer vídeo e ouve "Fora, Waldemar" de sobrinhos

Do UOL, em São Paulo

09/04/2021 12h00

O vídeo do anúncio de Waldemar Lemos como substituto de seu irmão Oswaldo de Oliveira no Flamengo ficou famoso em 2003 devido ao contexto do momento que vivia o clube e toda a situação de protestos pedindo a saída de um treinador que nem havia iniciado seu trabalho no cargo, mas o próprio Senhor Waldemar demorou a se dar conta do vídeo que segue sendo usado em brincadeiras de torcedores 18 anos depois do episódio.

Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, do UOL Esporte, Waldemar explica que soube do vídeo apenas em 2016, quando dirigia o Remo, no futebol paraense, e um repórter o chamava sempre de Senhor Waldemar.

"Sabe quando eu tomei conhecimento desse vídeo? Em 2016 ou 2017, porque um repórter no Remo, foi em 2016, porque um repórter no Remo ficava me chamando de Seu Waldemar. Ele me chamava assim e tal, eu quis saber por que e aí ele me contou" explica o técnico.

Mas as brincadeiras com o episódio também estão presente nas reuniões de família do treinador, que ouve seus sobrinhos repetirem os gritos como 'Fora, Waldemar', registrados na entrevista coletiva de outubro de 2003, na Gávea.

"Meus sobrinhos jogam futebol e ficam sempre, nas brincadeiras da gente, eles cantam o que cantaram lá, mas coisa ruim não me prende, não, meu irmão, eu quero andar para a frente. Tanto é que passado legal, para mim, são as histórias histórias boas, mas coisa ruim eu não levo comigo, não", diz Waldemar.

Se hoje ele leva na boa, na época a realidade era outra, e Waldemar admite que pensou em não assumir o cargo de técnico do Flamengo. Porém, ele contou com o respaldo dos dirigentes e posteriormente viu os mesmos torcedores que gritavam contra ele se tornarem amigos.

"Aquilo ali, cara, sinceramente, eu dei um passo atrás. Eu falei 'isso aqui não é para mim, não é o meu lugar'. Mas aí, acho que era o Paulo Angioni, e o Vassoura mesmo, eles me pegaram e 'não, vamos assumir, nós vamos te dar todo apoio, respaldo e tal'. Eu comecei meio devagar mais depois a coisa criou uma confiança muito grande nas coisas que passaram a acontecer", conta Waldemar.

"Esses caras que tentaram me maltratar, que me xingaram, acabaram sendo amigos. Esses caras vinham aqui, eles me deram placas, fizeram festas para mim, vinham aqui no meu bairro me visitar, porque eu gosto muito de jogar pelada, jogar futebol. Eles vinham encontrar comigo porque eu saía de lá, do Flamengo, e vinha encontrar com o meu grupo de Realengo, de pelada, nunca deixei de jogar meu futebol, então, esses caras vinham e sempre me agradecendo, me tratando com um carinho muito diferente, ainda em 2003, em 2006 então foi muito legal", conclui.

O Dividida vai ao ar às quintas-feiras, às 14h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no Youtube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.

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