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ANÁLISE

Mauro Cezar: Não espero grandes jogos na final entre Grêmio e Palmeiras

Do UOL, em São Paulo

28/02/2021 04h00

Grêmio e Palmeiras começam a decidir hoje, às 21h, o título da Copa do Brasil em confronto que coloca frente a frente os técnicos Renato Portaluppi e Abel Ferreira, em momentos diferentes da carreira, sendo que no caso do gremista ainda não é certa a sua continuidade no cargo, enquanto o palmeirense tenta mais um título em uma temporada na qual venceu a Libertadores, mas teve campanha ruim no Mundial.

No podcast Posse de Bola #103, Mauro Cezar Pereira analisa o confronto e diz não esperar duas partidas de alto nível técnico, com os dois treinadores adotando estratégias semelhantes, optando por jogar sem a bola e tentar explorar os erros do adversário nos contra-ataques.

"Pegando como base como o Grêmio chegou à final, os jogos que ficaram lá em dezembro, mas o Grêmio chegou à final jogando contra o São Paulo fechadíssimo em casa, causando desconforto para o São Paulo, ganhando de 1 a 0, e no jogo de volta, suportou bem a pressão do segundo tempo, quando o São Paulo teve muito volume, mas não ameaçou para valer, o Grêmio se defendeu bem. Eu imagino que o Renato vai repetir a mesma estratégia”, explica Mauro Cezar.

"Ele sabe que isso vai causar para o Palmeiras uma dificuldade, o Palmeiras tem que assumir o jogo, ter a bola, eu acho que vai ser um jogo com os dois times rejeitando a bola. Talvez o Grêmio até assuma mais o controle da posse pelo fato de jogar em casa. Eu espero queimar a língua, mas não tenho expectativa de grandes jogos, talvez jogos emocionantes, que é diferente de ser uma grande partida. Da mesma maneira que a final da Libertadores foi um jogo ruim, o campeão não jogou nada, e o campeão brasileiro foi campeão perdendo e não jogando nada também que foi o Flamengo, jogo horroroso", completa.

Em relação aos técnicos, o jornalista acredita que Renato Portaluppi não deve ficar no Grêmio sem o título da Copa do Brasil. Enquanto, no Palmeiras, Abel Ferreira não corre risco de sair e tem como desafio alcançar mais um título para então tentar reorganizar o time e aumentar o repertório do futebol apresentado.

"Eu acho que se o Renato não ganhar a Copa do Brasil, as chances de que ele não continue vão crescer muito, porque o Grêmio teria que disputar a fase inicial da Libertadores, a fase de grupos teria o Fluminense, no Brasileiro o Internacional quase ganhou o campeonato, o Grêmio não brigou para valer pelo título, na Libertadores foi eliminado pelo Santos sendo atropelado, e o time não andou mais, o trabalho autoral do Renato nesse estágio, segundo, terceiro estágio, ele foi bem abaixo", diz Mauro.

"O Abel Ferreira é o campeão da Libertadores, se ele perder a final, vai frustrar o torcedor palmeirense, mas não vai afastá-lo do cargo, não vai mudar. O desafio do Abel é ganhar uma taça de imediato e depois tentar mostrar que pode ser capaz de fazer o Palmeiras tirar mais desse elenco, outro tipo de jogo, não ser só o time da ligação direta, da bola parada, ser eficiente jogando um futebol com maior diversidade", conclui.

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