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Isaquias revela sonho de técnico e fala dos primeiros dias sem Morlán

Isaquias Queiroz foi eleito o melhor atleta de 2018 - Alexandre Loureiro/COB
Isaquias Queiroz foi eleito o melhor atleta de 2018 Imagem: Alexandre Loureiro/COB

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/12/2018 22h56

Pouco mais de um mês depois da morte do técnico espanhol Jesús Morlán (no dia 11 de novembro, ele foi vencido por um tumor no cérebro), o canoísta Isaquias Queiroz voltou a estar no lugar preferido de seu tutor: o topo.

Eleito por um colegiado formado por ex-atletas, jornalistas e personalidades do esporte como o melhor atleta de 2018, o canoísta revelou um sonho que o treinador mantinha até os últimos dias de vida, mas que nunca dividiu com seus pupilos. 

"Eu fiquei sabendo no dia da morte dele, foi o Lauro (Souza, novo técnico da seleção de canoagem) que falou. Ele queria chegar com a gente até a 10ª medalha olímpica dele. É um caminho longo, mas vamos seguir fazendo o que ele sempre quis, que era ganhar, ganhar e ganhar", contou o baiano.

Somadas as medalhas conquistadas pelo espanhol David Cal (cinco), Isaquias Queiroz (três) e Erlon Silva (uma), Morlán ficou a um pódio de realizar a missão. Em Tóquio-2020, Queiroz pinta como uma das maiores esperanças brasileiras de medalha. Após duas pratas e um bronze no Rio, ele espera subir no degrau mais alto do pódio.

Os primeiros dias sem o pulso firme do comandante ainda são um pouco estranhos, segundo Isaquias. Apesar da rotina de treinos em Lagoa Santa (MG), estar mantida, ele sabe que a ausência ainda será sentida nos momentos mais críticos.

"Vamos sentir falta na hora do treinamento mais pesado, na competição. Ele era o cara que dava aquela última palavra. Ainda vamos sentir muito", disse ele.

Minutos depois da premiação, o atleta foi procurado por Torben Grael, maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco. Um pouco tímido, o canoísta disse que esperava repetir o feito do velejador, que foi além:

"Você vai muito mais longe".

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