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Nadal defende quadra de SP, mas dispara contra a bola e diz que culpa é da ATP

Rafael Krieger

Do UOL, em São Paulo

14/02/2013 22h37

Criticadas pela maioria dos jogadores do Aberto do Brasil, as quadras do complexo do Ibirapuera ganharam um defensor de peso: o espanhol Rafael Nadal, principal atração do torneio em São Paulo. Para ele, o problema não está na estrutura montada pela organização brasileira, mas na bola escolhida pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

"A situação da quadra não é tão ruim, todos os estádios do circuito têm quadras construídas de última hora, e isso faz com que nunca sejam perfeitas. O problema não é a quadra, é a bola. A bola é muito ruim, perde os pelos rapidamente e fica difícil de controlar. A culpa não é do torneio, mas sim da ATP, por permitir que se jogue com essa bola. O tênis não fica com uma qualidade tão boa. Repito: para mim, o torneio não tem nenhuma culpa, para mim a culpa é da ATP, que não tem capacidade e estrutura para analisar as condições do evento", reclamou Nadal.

O espanhol citou também a altitude de São Paulo para explicar a característica incomum da quadra, considerada mais rápida que o normal pelos tenistas. Nesta quinta, a quadra 2 chegou a ser interditada por falta de condições, e a programação foi afetada. 

Segundo Nadal, as bolas da Wilson já geraram reclamação no torneio de Viña del Mar, no Chile, semana passada. Na ocasião, o espanhol ficou com o vice-campeonato: "Já no Chile, alguns jogadores reclamaram pelo fato de a ATP permitir uma bola assim".

Depois de vencer o brasileiro João Souza por 2 sets a 0, Nadal admitiu que a combinação da bola com a quadra coberta complicou a adaptação, já que ele vem de um período de seis meses sem jogar devido a uma lesão no joelho. "Foi uma partida complicada, as condições são rápidas, e é difícil de ter o controle porque a bola é rápida", observou.

Nadal adiantou que espera dificuldades também em seu jogo de sexta-feira, pelas quartas de final, contra o argentino Carlos Berlocq, a partir das 20 horas no horário de Brasília. "Aqui, as condições são estranhas, e isso afeta todos os jogadores. Vai ser difícil, até porque ele é um jogador bem completo", afirmou o espanhol sobre seu adversário número 78 do mundo. 

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