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Yuri Mansur é o 20º na final de saltos do hipismo; Grã-Bretanha leva o ouro

Cavaleiro brasileiro Yuri Mansur na final individual da prova de saltos no hipismo, nos Jogos Olímpicos de Tóquio - Gaspar Nóbrega/COB
Cavaleiro brasileiro Yuri Mansur na final individual da prova de saltos no hipismo, nos Jogos Olímpicos de Tóquio Imagem: Gaspar Nóbrega/COB

Alexandre Araújo

Colaboração para o UOL, no Rio

04/08/2021 08h58

O brasileiro Yuri Mansur, montando Alfons, disputou a final individual da prova de saltos do hipismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio, hoje (4), e terminou na 20ª colocação. O pódio foi formado por Ben Maher e Explosion W, da Grã-Bretanha, com o ouro, seguido por Peder Fredricson e All In, da Suécia, com a prata, e Mikel van der Vleuten e Beauville Z, da Holanda, com o bronze.

A decisão apresentou um trajeto exigente e apenas seis conjuntos conseguiram passar sem penalidades, avançando na briga por medalha. Após conseguir a classificação à decisão sem faltas na qualificatória, Mansur cometeu duas penalidades. Apesar de ter finalizado dentro do tempo exigido, ficou longe da disputa pelos três primeiros lugares.

Nomes importantes da modalidade também não conseguiram ir até a última etapa, como o conjunto formado por Daniel Deusser e Killer Queen, da Alemanha. Líder do ranking mundial, ficou apenas com o 18º lugar.

Neste torneio, o Brasil também contou com Marlon Zanotelli, montando Edgar M, mas ele acabou não avançando à final.

A participação verde e amarela no hipismo, porém, ainda não acabou. Luiz Francisco Azevedo, Marlon Zanotelli, Rodrigo Pessoa e Yuri Mansur vão atuar no torneio de saltos por equipes, competição em que o Brasil, inclusive, tem dois pódios olímpicos — bronze em Atlanta-1996 e Sydney-2000. Além destas duas conquistas, há também o ouro na prova do salto individual, com Rodrigo Pessoa, em Atenas-2004.

"Sentimento é bom"

Logo após a prova, Yuri admitiu que a primeira falha aconteceu após um erro de avaliação. Estreante em Olimpíadas, o cavaleiro lembrou a pouca experiência de sua montaria e afirmou que o sentimento é de gratidão por ter chegado à final em Tóquio.

"Os cavalos que são já mais lentos por natureza te obrigam a cometer um pouco de risco. Não tem jeito. Esse cavalo, desde fevereiro, tinha feito só uma falta. Então, subestimei um pouco e virei muito perto do 2, que achei que era um local que podia ganhar um bom tempo, e ele fez essa falta. A segunda falta, eu, na verdade, nem ouvi. Achei que tinha terminado com uma falta só. Mas estou super feliz porque é um cavalo que tem pouquíssima experiência nesse nível, é minha primeira Olimpíada. Não foi ruim de jeito algum", disse, ao SporTV. "O sentimento é bom, de gratidão por estar aqui, e estar chegando cada vez mais próximo do melhor", completou.