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"Espero que essa medalha traga mais meninas para a vela", projeta Kahena

Adriano Wilkson

para o UOL, em Tóquio (JPN)

03/08/2021 02h27

Bicampeãs olímpicas na classe 49er FX, as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze comemoraram a conquista do ouro nas Olimpíadas de Tóquio na madrugada desta terça-feira (3) reforçando o desejo de construir um legado para a vela feminina no país.

"Eu acho que essa medalha mostra que a vela feminina no Brasil é capaz, sim! Basta as meninas encontrarem uma boa dupla, uma boa parceria porque não sei, a gente tem meninas aí que já com a nossa última medalha abriram o horizonte e é isso que a gente quer. A gente quer inspirar e trazer essa vela feminina como um legado sabe?", destacou Kahena. "Espero que essa medalha traga mais futuras meninas para a nossa vela".

Martine lembrou as peculiaridades do último ciclo olímpico, alterado pela pandemia de covid. "Não é uma [caminhada] só construída de vitórias, né. Acho que a gente passa por um longo caminho como atleta durante esse ciclo. Esse ano foi um ciclo de um ano a mais, cinco anos né? Que a gente passou ali entre tristezas e alegrias.

A parceria de Martine e Kahena começou em 2013 e os resultados surgiram com rapidez. No mesmo ano foram vice-campeãs mundiais e no ano seguinte conquistaram o título mundial. Depois do ouro olímpico em 2016, a dupla deu um tempo, com Martine focando na vela oceânica para participar da Regata de Volta ao Mundo.

Dois anos depois, voltaram a competir juntas e conquistaram o quarto lugar no Mundial de 2018. No ano seguinte, o título nos Jogos Pan-Americanos, em Lima, veio sem susto.