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Brasileiras estrearam barco e quebraram mastro na festa do ouro

Adriano Wilkson

Do UOL, em Enoshima (Japão)

03/08/2021 02h45

Os atletas têm os seus rituais particulares antes das competições. As brasileiras Martine Grahel e Kahena Kunze, que conquistaram nesta terça (3) o bicampeonato olímpico, chegaram aos Jogos Olímpicos com um barco novo. A embarcação foi batizada com o nome de Tsuru, um tipo de origami tradicional na cultura japonesa. O barco, porém, não aguentou a festa após a conquista e teve o mastro quebrado.

O batismo aconteceu antes do início das regatas. Tsuru, além de um tipo de origami, é uma ave da mitologia do Japão. Simboliza sorte, saúde, felicidade, longevidade e fortuna.

A festa de batismo foi compartilhada por Martine Grael nas redes sociais. Coube ao seu pai, Torben, se encarregar de levar o champanhe para consagrar o nome da nova embarcação.

Tsuru foi guiado por ventos fracos durante as regatas na Baía de Enoshima e, após um começo incerto, precisou de um toque brasileiro.

"No primeiro dia aconteceram umas coisas que a gente, mesmo com muitas horas no barco, nunca tinham acontecido. Prendeu a escota num lugar que nunca aconteceu antes. E nenhuma de nós duas é muito supersticiosa, mas a gente prendeu fitinha, pedimos para abençoar o barco depois. Duas ou três coisas que exigiram que a gente tivesse um recomeço para chegar aqui hoje", disse Kahena Kunze após a conquista da medalha.

Junto desse 'toque brasileiro', Martine e Kahena guiaram Tsuru para conquistar o ouro olímpico em Enoshima.

Em meio às comemorações após a confirmação do resultado, as brasileiras fizeram a tradicional comemoração na vela de virar o barco e também se jogar na água. Tsuru saiu com o mastro quebrado e precisou ser rebocado por outro barco.