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Russos superam o Japão e ganham o ouro na disputa por equipes da ginástica

Atletas russos comemoram a conquista na ginástica após 25 anos - Jamie Squire/Getty Images
Atletas russos comemoram a conquista na ginástica após 25 anos Imagem: Jamie Squire/Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/07/2021 09h50

Em uma decisão de tirar o fôlego, confirmada apenas com o último atleta do último aparelho, a Rússia garantiu a medalha de ouro na disputa masculina por equipes da ginástica artística, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, nesta segunda-feira (26), voltando ao lugar mais alto do pódio após 25 anos. O Japão, com uma equipe totalmente renovada em relação aos Jogos do Rio, quando foi campeã, garantiu a medalha de prata. A China ficou com o bronze.

Nesta terça-feira (27), a partir das 7h45, a decisão por equipes será das mulheres, com favoritismo para os Estados Unidos da estrela Simone Biles, embora a equipe norte-americana tenha classificado à final em segundo lugar, atrás justamente da seleção russa.

Na final por equipes, as oito seleções que brigam pela medalha passam por todos os seis aparelhos da ginástica artística - cada país tem três ginastas por prova. A cada rotação (ou seja, a passagem completa das equipes por um aparelho), vão sendo consolidadas as notas parciais das nações.

Japão, Rússia e China entraram como favoritas às medalhas - a questão seria saber qual a ordem da premiação. Afinal, os três países vinham dominando a disputa por equipes em todo o ciclo olímpico, apenas revezando as posições nas três grandes competições que ocorreram desde a Olimpíada do Rio, em 2016. Há cinco anos, o Japão conquistou o ouro olímpico. Em 2018, no Mundial de Doha, a China venceu. E no Mundial de Stuttgart, em 2019, a Rússia sagrou-se campeã.

A competição começou com Japão e China disputando sempre o mesmo aparelho, com a Rússia em outro. Assim, na primeira rotação, japoneses e chineses passaram pelo solo, enquanto os russos competiram no cavalo com alças. O Japão saiu na frente ao fim da primeira passagem, com nota 43.700, seguido por Rússia (43.140) e China (42.132).

Na segunda rotação, a Rússia seguiu para as argolas, enquanto os outros dois adversários foram para o cavalo com alças. Ao final da rotação, as duas primeiras posições se inverteram, com uma vantagem mínima para os russos frente aos japoneses: 87.539, diante de 87.266 do time da casa. A China permaneceu em terceiro.

Na metade da competição, a Rússia literalmente deu um salto no placar. Os atuais campeões mundiais por equipes ampliaram, e muito, a vantagem sobre os japoneses. Disputando a prova do salto sobre a mesa, os russos contaram com os dois melhores do mundo no aparelho - Nikita Nagornyy e Artur Dalaloyan foram ouro e prata no Mundial de 2019 na disputa individual da prova. Com exibições de gala dos dois atletas, a Rússia finalizou a rotação com a nota 132.304. O Japão, que passou pelas argolas, manteve a segunda posição com uma vantagem centesimal: 129.699, apenas 0.002 pontos à frente da China (129.697).

Na quinta e penúltima rotação, a vantagem da Rússia em relação a China diminui consideravelmente - russos competiram na barra fixa e chineses, nas paralelas, junto com japoneses. Ao fim da passagem, menos de um ponto separavam os dois primeiros colocados: Rússia com 219.868, China com 219.228 e Japão, mais atrás, com 218.597.

A rotação decisiva teve Rússia no solo, e China e Japão na barra fixa. Com a apresentação quase perfeita de Nikita Nagornyy no solo, a Rússia segurou a vantagem: somou 262.500 e foi para o ouro. Os donos da casa reagiram e assumiram a segunda posição (262.397), após uma excelente exibição de Daiki Hashimoto na barra fixa - o jovem de 19 anos, líder da classificação para o individual geral, é o principal nome da renovação japonesa. A China terminou com o bronze, com a nota final de 261.894.

Nota da redação: nos Jogos Olímpicos de Tóquio, os atletas russos estão competindo com o nome oficial "Comitê Olímpico Russo" (ROC, em inglês), e não como país (Rússia). Isso se deve à punição do Comitê Olímpico Internacional à nação devido aos casos sistemáticos de doping. O UOL optou por continuar usando Rússia para facilitar a compreensão do leitor.